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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

A minha teimosia

 

De vez em quando volto à carga com a questão da Euro-cidade Elvas/Badajoz, mas cada vez que falo com as pessoas com quem lido e discutimos o assunto, há sempre alguém que acrescenta algo que me faz ficar de pé atrás.

Vamos imaginar uma situação hipotética, mas que pode num futuro acontecer.

Uma determinada empresa multinacional acha que a localização de Elvas/Badajoz é a ideal para construir uma fábrica. Esta vai ter cerca de mil empregados. Depois de muita discussão a administração da euro cidade resolve por qualquer motivo que a dita seja construída do lado de lá e como contrapartida fica estabelecido que 200 dos empregados a admitir são portugueses. Belíssimo dirão muitos já que ficamos com um quinto dos empregos e Elvas é quase a décima parte de Badajoz. Outros dirão que tal empresa iria resolver em parte o desemprego das duas cidades. Pois é. Pensa-se no belo mas esquecemo-nos do senão. Então eu faço as perguntas:

1 - Onde é que os 200 portugueses iriam entregar os seus impostos? Em Espanha, claro!

2 - Onde é que estes 200 portugueses iriam descontar para a Segurança Social? Em Espanha, claro!!

3 - A partir desse momento, teríamos 200 famílias a recorrer aos serviços de saúde espanhóis, verdade?

E no que é que isto tudo resulta? Não só são duzentas famílias que mesmo morando em Elvas e gastando o que ganham aqui, passariam para todos os efeitos a serem emigrantes em Espanha.

Vamos lembrar-nos de outra coisa. São duzentas famílias que deixam de ir ao médico aqui e ao hospital de Elvas quando necessitam de tratamento. Pois, se hoje já vimos o que se passa com o nosso hospital, depois com a "clientela" a diminuir então é que seria o seu fim. Verdade?

E se falarmos em turismo, então o caso ainda é mais grave. Já hoje o é e nem quero pensar o que será depois. Vejamos: um amigo meu espanhol dizia há dias atrás que "é um luxo para Badajoz ter Elvas aqui tão perto". E é verdade. Os turistas dormem nos hotéis de Badajoz, trazem-nos de autocarro até aqui durante uma manhã e regressam para Badajoz a almoçar e a fazer compras. E qual é o papel então de Elvas? É mais um postal ilustrado de Badajoz. Para finalizar diria uma frase de uma cação muito conhecida, mas com uma alteração na letra: " Oh Badajoz, oh Badajoz, Elvas à vista ...."

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 10:30
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3 comentários:
De Anónimo a 8 de Outubro de 2014 às 12:36
a eurocidade não serve para nada.


os investidores vem a região e investem em Badajoz porque o mercado é maior (mais gente mais clientes), tem mais mão de obra qualificada e melhores condições fiscais. Ex: recentes El Faro, Decatlon e Leroy Merlin.
Fabricas? nem ve las.


Essa historia de aceitar 200 empregados de Elvas nunca vai acontecer, porque não temos 200 pessoas com mão d obra qualificada. Os desempregados são jovens sem formação superior sem experiencia profissional, ou pessoas com experiencia em trabalho indiferenciado.


Turismo é isso que diz, além de que temos poucos hotéis, poucas camas e não estão referenciados nas cadeias internacionais, logo não existem. 2 autocarros trazem 100 pessoas, já não há lugar.


Se o sr Presidente em vez de ir passear com o Alcaide de Badajoz investisse numa equipa e algum dinheiro a ir ter com os empresários, às feiras, mostras internacionais, embaixadas e etc podíamos ter algum investimento, assim não vamos ter.


O sr presidente ,quando era vice, andava a mostrar a cidade e nunca conseguiu convencer um empresário. Agora como presidente com menos tempo vai conseguir? Aliás a politica anterior neste campo vai ser a mesma, com um ator diferente.
(espero não ser censurado)


De André Miguel a 8 de Outubro de 2014 às 20:34
Jamais poderia colocar quotas de nacionalidades para funcionários a recrutar, portanto essa dos 200 empregos é conversa para atirar areia para os olhos dos outros e puxar a brasa à sua sardinha.
Já aqui o disse e repito: a Eurocidade só fará sentido enquanto zona franca, se formos uma região administrativa com autonomia alargada, caso contrário não vale a pena, pois o poder económico de Espanha é muito superior (maior competitividade, impostos mais baixos, etc), o que só irá acentuar a desigualdade.


E porque não faz a pergunta que realmente nos devia interessar - a nós elvenses: porque se desenvolve Badajoz e nós não? Como se explica que em 1930 Badajoz tinha apenas o dobro da nossa população e hoje tem cinco vezes mais? Porque cresceu tanto e nós estagnámos? Quando se reflectir sobre isto, e não custa assim tanto, talvez Elvas saia da cêpa torta.




De aj a 9 de Outubro de 2014 às 00:24

Esta questão é uma utopia, uma procura de protagonismo e não faz qualquer fundamento nos moldes como é apresentada, conhecida por uma minoria de Elvenses e uma micro parte de Badajoz. Logicamente que Elvas não passa de um pequeno “Pueblo” onde se come bem e se fazem os passeios de Domingo, ou seja é parte do que Badajoz não tem e queria ter. Visto as coisas de outro prisma para Badajoz até dava jeito pois fica situada geograficamente como a Metrópole (mas com ausência de Património da Humanidade) em desigualdade com as outras 2 Cidades Extremeñas (Mérida e Caceres).

Só faria sentido uma cidade ou local de raiz, onde existisse investimento e colaboração em partes similares, onde se gera-se um local aprazível para investidores e onde desperta-se interesse aos grandes grupos, pelo menos aqueles que ainda faltam chegar a estas paragens.

Teria lógica dar continuidade ao que se passa do outro lado da Fronteira (CC Faro e Parque Aquático) nesse caso seria o CAIA a ser desenvolvido a ficar como porto franco, a preparar-se para um futuro próximo (TGV e plataforma logística) e se possível Industria e Comercio como em tempos foi falado o IKEA.



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