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Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

São Mateus - 3

 

Dado que as hiper ligações do meu texto de onde não funcionavam por um defeito qualquer no sistema de blogs do Sapo, vou publicar então os textos que publiquei há 3 anos atrás e que constituíam algumas propostas que eu considerava necessárias para alterar o S. Mateus. Claro que algumas já perderam a validade como é o caso da não construção da ampliação do Pavilhão Transfronteiriço, que entretanto se construiu. No entanto resolvi manter os textos originais.  

 

Introdução – Tenho falado nestes últimos tempos com muita gente sobre o assunto S. Mateus e como era de esperar as opiniões são as mais diversas. Aquilo que me proponho fazer nos próximos dias é enumerar e justificar as várias propostas de alterações que gostava de ver no S. Mateus. Estou disposto a discuti-las em público.

Mais, desafio os elementos da Confraria e da Câmara Municipal para um debate público, onde “ao vivo e a cores” se discutiria o assunto. Fica aqui o convite. Eu estou disponível quanto ao local e dia. Ficam então aqui e desde já as minhas propostas.

 

Medida 1

 

Propunha que o S. Mateus e em definitivo se transformassem nas Festas da Cidade. Como? As festas teriam duas componentes: uma, as festas religiosas e a outra, as festas profanas. Para que tal acontecesse era necessário fazer o seguinte:

1 – A Confraria organizava e explorava as festas religiosas.

As receitas para tal provinham das chamadas “receitas da bandeja”. Penso que estas chegariam e sobrariam para tal efeito.

2 – A Confraria cederia por um determinado número de anos a exploração do Parque da Piedade à Câmara Municipal. Esta, tem todos os meios técnicos, materiais e de pessoal capaz para organizar o evento. Claro que no contrato de exploração estaria também incluída a manutenção do parque durante todo o tempo em que vigorasse o dito contrato.

E porque faço esta proposta de medida? Os elementos da Confraria não têm meios nem dinheiro para dar o salto necessário para que as festas sejam revitalizadas. A Confraria, penso eu, passa o tempo a tentar inventar onde arranjar receitas para cobrir as despesas. A grande maioria das pessoas, julgo eu, não têm a noção só dos custos, por exemplo, do fogo de artifício e iluminações. Mais, a Confraria não tem o poder negocial que a Câmara tem. Basta referir que esta pode negociar em pacote com as empresas de iluminações e de fogo de artifício em conjunto com as iluminações de Natal e o fogo do 14 de Janeiro. De certeza que a Câmara conseguiria fazer mais e melhor com menos dinheiro.

Penso que esta medida é perfeitamente exequível, havendo somente um senão: a Confraria não quer abrir mão da gestão do parque.

Penso que os seus elementos se sentiriam amputados de algo, apesar desse “algo” não lhes pertencer.

Hoje fico por aqui. Amanhã continuarei a apresentar a proposta de novas medidas.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 11:00
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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

São Mateus - 2

 

 

Eu não queria que as coisas se tivessem passado como passaram, mas com o S. Mateus a acabar, tudo vem dar razão aquilo que tenho escrito ao longo destes últimos anos. Para dizer a verdade tudo esteve mal, a não  ser a Procissão do Senhor Jesus da Piedade que como é habitual se traduz numa enorme manifestação de Fé.

De toda esta tristeza só consigo ver uma positiva e que foi começar as ver as pessoas a falar do assunto e a organizarem-se grupos para tentarem alterar a situação.

De há 7 anos a esta parte que tenho andado a pregar no deserto e a alertar que mais dia menos dia o São Mateus estava em coma e em vias de morrer, ao mesmo tempo que via os nossos vizinhos do Crato a crescerem. Só que a diferenças entre as duas festas, é que, o S. Mateus vai quase a fazer 300 anos de existência e o Crato começou do nada há 30 anos atrás e hoje vêem-se os resultados.

O conservadorismo dos responsáveis tem sido a causa desta decadência acelerada. Estou farto de propor alternativas, mas ninguém me ouve. São cegos surdos e mudos. São donos da razão e não permitem as opiniões alheias. Mas eu continuarei a apontar o dedo aos culpados e não desistirei de alterar as coisas.

De modo algum quero impor as minhas opiniões. Haverá por aí muita gente com ideias novas, mas que resultam no mesmo.

Assim sendo aponto o dedo ao Engº José Aldrabinha e sua equipe para o caminhar acelerado para o abismo.

Gostava de vos deixar aqui alguns dos artigos que tenho escrito sobre o assunto:

 

Agosto de 2012   http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/312873.html

Setembro de 2008 http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/82289.html

Setembro de 2008 http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/88433.html

Setembro de 2011 http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/254324.html

Setembro de 2011 http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/251516.html

Setembro de 2011 http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/250013.html

Setembro de 2001 http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/249736.html

Setembro de 2011 http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/249379.html

Setembro de 2011 http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/249118.html

 

Nota- Nestes últimos 4 textos descrimino em pormenor aquilo que eu gostava de ver alterado no S. Mateus.

 

Agosto de 2011 http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/248956.html

 

NOTA- Há um problema qualquer com as hiperligações nos blogs do Sapo e que não conseguem resolver. Para abrir os links têm que copiar cada um deles para uma janela nova e colocá-lo na janela dos endereços. Peço desculpa, mas sou alheio a este problema. 

 

Hoje fico-me por aqui, mas voltarei ao assunto

 

Jacinto César 


Tasca das amoreiras às 10:50
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Quem te viu e quem te vê!

Ainda há poucos anos atrás, quando via e ouvia Nuno Crato no Plano Inclinado da SIC Notícias dizia para comigo: “ Ora aqui tínhamos um tipo que dava um bom ministro da educação”. Mas que idiota sou eu em acreditar no Pai Natal.

Efectivamente o homem chegou a ministro com o aplauso de muita gente, tonta como eu. Acreditámos piamente que aquilo que dizia anteriormente iria pôr em prática. Afinal é como todos os outros assim que se apanham na cadeira do poder. Fazem tudo ao contrário do que diziam.

Isto vem a propósito de hoje mais uma professora foi agredida pelos pais de um fedelho do 1º Ciclo do Básico. Os pais foram chamados à escola pelo mau comportamento do “inocente miúdo” e quem acabou por ser a vítima foi a professora que apanhou uma tareia dos pais na frente de toda a turma.

Mas onde vamos nós chegar? Isto é a anarquia geral.

Senhor Ministro Nuno Crato: basta, chega, vá-se embora. DEMÍTA-SE!!!

Já não basta termos um primeiro-ministro que se engana nas contas, ainda temos que gramar uma ministra da Justiça que pôs esta de pantanas (será coincidência?) e um ministro da Educação que não o é!

De que está esta gente à espera de se ir embora? Emigrem que foi o que mandaram fazer aos nossos jovens. O pior é que estes últimos ainda são aceites em todo o mundo e a vocês ninguém os queria.

Maldita classe política que dá cabo de nós.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 16:19
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

O S. Mateus – 1

(Foto de António Matos)

 

Nota – Infelizmente para mim, a máquina (PC) aqui em casa esteve à beira da morte, mas lá sobreviveu. Ainda está doente mas já saiu de coma.

 

De há anos a esta parte tenho aqui mantido o assunto S. Mateus sempre em aberto. Para não o deixar morrer vou nestes próximos dias voltar ao assunto. Vou tentar fazer o diagnóstico da situação e tentar encontrar um remédio para que as Festas da Cidade não entrem em falência como o meu computador.

 

Dia 20

 

Como sempre a Procissão dos Pendões foi o ponto alto das festas. Não consigo quantificar o número de fiéis que a integraram, mas seriam muitos milhares. Decorreu com a dignidade do costume, excepto num ponto que mais à frente falarei. A “grande novidade” deste ano e da qual se fez muita publicidade foi o facto de a Procissão ter sido acompanhada por 4 bandas em lugar das 3 do costume. Foi “uma grande inovação”. Se calhar, se fossem 5 ainda era melhor. Fica já aqui a sugestão para a Confraria.

Quanto ao resto nem sei bem o que dizer. O S. Pedro deu uma trégua e não choveu. De resto tudo igual ao costume.

Uma “inovação” que apreciei muito foi o labirinto que foi montado na tenda da Expo-S. Mateus. Foi de verdade uma grande inovação e em que as pessoas entravam e depois de andarem um bocado andavam perdidas e nunca sabiam bem onde é que iriam sair. Foi na verdade uma boa técnica de markting ao obrigar os visitantes a passarem pelo mesmo sítio várias vezes. Mas enfim, nada vai salvar a festa de “morrer” às prestações.

 

Um facto que muito me desagradou e que vem confirmar aquilo que escrevi há uns dias atrás sobre os telemóveis. É inadmissível que as pessoas que integravam a Procissão muitas irem de telemóvel no ouvido como se estivessem num outro lugar qualquer e vi mais do que uma pessoa de tablet na mão consultando sabe-se lá o quê. Se calhar tinham ligado o GPS para não se perderem. Penso que estas pessoas já perderam a noção do ridículo em que caem tomando estas atitudes.  

Este ano foi a primeira vez, pelo menos que eu me lembre, que assisti à passagem da Procissão nas escadas de acesso ao Parque da Piedade e vi uma coisa que me agradou muito. Não sei dizer se foi a primeira vez que aconteceu, mas fiquei muito impressionado com a colaboração que Grupo de Escoteiros de Elvas (não sei se é assim que se chama) davam às pessoas que traziam carrinhos de bebés ao pegarem neles e subirem as escadas e também a ajuda que davam a subir as mesmas às pessoas com dificuldades de as subirem ou a deficientes motores. Foi bonito de ver. Uma saudação especial para eles.

 

Amanhã há mais.

 

Jacinto César    


Tasca das amoreiras às 14:08
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Eu quero um brinquedo novo

Já há muito tempo que andava para escrever sobre o assunto, mas como outros mais actuais têm tido prioridade, vai ficando sempre para uma próxima oportunidade. Mas ontem uma notícia num jornal despertou-me novamente para o assunto. A notícia referia que uma empresa conhecida vendeu nas primeiras 24 horas após o seu lançamento qualquer coisa como 6 milhões de smartphones, cujo modelo mais barato custava contas redondas 700€. Perante isto fiquei a pensar no assunto e lembrar o que vejo à minha volta. E que vejo eu? Toda a minha gente (salvo seja) de samartphone na mão como se se tratasse de um novo apêndice do corpo. Estejamos nós no cinema, num funeral, numa cerimónia qualquer e basta olhar à volta e ver quantas pessoas estão com o dito na mão. Pior ainda é quando tocam nos locais mais impróprios.

Mas este é só uma parte do problema, pois a mais importante para mim é outra.

Todos nós sentimos na pele as consequência da crise económica que temos passado nos últimos anos. Mas quem olhar ao seu redor parece não haver crise e senão vejamos: todos conhecemos pessoas que aparentemente passam dificuldades. E digo aparentemente pois essas mesmas pessoas fazem questão em estar equipadas com modelos sofisticados dos referidos aparelhos o que me leva a perguntar se passam fome para o poderem comprar ou afinal não estão tão necessitados como parece? Eu não consigo responder. Mas mais ainda. E quanto custa a manutenção dos ditos aparelhinhos incluindo o tráfego que gastam com acesso à internet e a todos os aplicativos que consomem recursos? E onde vai esta gente buscar esse dinheiro todo?

Para mim é uma enorme confusão ver este panorama, sendo que ainda mais confuso fico ao ver crianças de pouca idade já com o seu brinquedo nas mãos.

Há uns dias atrás li uma entrevista com o conhecido Steve Jobs em que afirmava que os filhos estavam proibidos de utilizar tais “brinquedos”, quando é ele próprio que os fabrica. Ele lá sabe o porquê.

Eu não quero com isto dizer que gostava de ver as nossas crianças e jovens voltarem ao tempo em que para brincarem tinham que construir os seus próprios brinquedos, o que diga-se em abono da verdade que até desenvolvia a criatividade, a inteligência e o saber fazer. Mas passar do 8 para o 80 acho que é demais.

Principalmente para os pais que me estão a ler: reflictam sobre o tema.

 

PS – Há uns dias atrás e segundo os números apresentados pela empresas de telecomunicações que operam em Portugal, havia cerca de 10 milhões de aparelhos registados e a funcionar, o que dá o lindo número de um telemóvel por habitante. Se descontarmos as crianças que o não utilizam ainda, os idosos que nunca o tiveram e os verdadeiramente necessitados, temos que há por aí muita gente com mais de um telemóvel.

 

Jacinto César    


Tasca das amoreiras às 14:44
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Mais uma vez o S. Mateus

“Segundo notícias vindas hoje a público, o Vaticano vai excomungar as 800 mil pessoas que foram à Feira de S. Mateus de Viseu. Adianta o Vaticano que há 622 anos anda a alertar as autoridades locais por estarem a comemorar o dia de S. Mateus em 9 de Agosto e não a 21 de Setembro.”

 

Claro que a notícia é falsa e foi inventada por mim para começar este escrito que mais uma vez aborda a questão das datas do S. Mateus.

Noticiava ontem o Jornal “O Público” que de 9 de Agosto a 12 de Setembro, quase 1 milhão de pessoas visitaram Viseu durante a feira que ali se realiza e que segundo parece é a mais antiga da Península Ibérica. Acrescentava ainda a notícia que o grosso dos visitantes foram turistas portugueses e estrangeiros e ainda os emigrantes que por esta altura de férias ali se deslocaram.

Ressalvando as devidas proporções, até porque o número de dias em que a feira decorre é 4 vezes maior que o da nossa Feira de S. Mateus, eu já me contentava, não com um quarto dos visitantes, mas tão-somente 100 mil.

E porque é que isto acontece? Porque os visienses são mais inteligentes que os elvenses. Mais uma vez vou enumerar as razões que levam a que as nossas festas cada vez tenham menos importância e que estejam condenadas a que um dia se transformem num mercado um pouco maior que ao habitual, tal como aconteceu com a Feira de Maio.

As razões que apresento para que se repense as datas das Festa em Honra do Senhor Jesus da Piedade são as seguintes:

 

1 – As referidas festas foram originalmente feitas no mês de Outubro e não como muita gente pensa, que foram sempre em Setembro. As razões dessa mudança foram que a data de 20 de Setembro, antigamente marcava o fim de um ano agrícola e o princípio do ano agrícola seguinte. As pessoas que moravam no campo aproveitavam esses dias de interregno nas actividades agrícolas para virem vender os seus produtos e comprar outros que lhes faziam falta. Como as festas não coincidiam com esses dias de descanso, mudou-se então a data para que houvesse essa coincidência. Como a data escolhida coincidia com o dia de S. Mateus, as festas adoptaram esse nome. Para os que têm dúvidas posso apresentar o documento que efectivamente marcava as festas no mês de Outubro. Só ainda não consegui saber com exactidão o ano em que se deu a alteração das datas.

 

2 – Como também é quase certo, com o 20 de Setembro entra-se no Outono e chegam as primeiras chuvas. Se pensarem um pouco, lembrem-se de quantas festas foram prejudicadas pelo factor climatérico. São mais os anos em que chove do que aqueles em que a chuva não marca presença.

 

3 – Um dos mais importantes factores que se deveria ter em conta para uma mudança de data é o calendário escolar. Há muitos anos atrás, as escolas começavam a funcionar no primeiro dia útil a seguir ao feriado do 5 de Outubro, ou seja, toda a rapaziada ainda estava de férias e até os pais muitas vezes deixavam uns dias de férias para essa data. E agora? No começo do S. Mateus já vamos na segunda semana de aulas e a rapaziada tem que se levantar cedo e os pais também. Por este motivo e como é do conhecimento geral, quem tem filhos a estudar tem que marcar as suas férias obrigatoriamente no mês de Agosto. O que acontece em Portugal também acontece por essa Europa fora e o número de turistas no mês de Setembro cai a pique.

4 – O fenómeno que atrás se descreve, aplica-se também para os nossos conterrâneos que vivem fora de Elvas e até no estrangeiro.

O S. Mateus é não só uma festa como o reencontro de famílias e amigos que só se vêem nestes dias. O que acontece é que aqueles que vivem fora, mas em Portugal, lá arranjam uma maneira de pelo menos no dia 20 estarem presentes na Procissão dos Pendões.

 

5 - Mais razões haviam, mas estas só por si já são suficientes para se pensar no assunto.

 

Há anos que me ando a bater para que ao menos se faça uma discussão pública no sentido de se poder adiantar no calendário as Festas da Cidade. Já estive reunido inclusive com a Mesa da Confraria do Senhor Jesus da Piedade há uns anos atrás, mas nada. Apresentaram-me as razões mais incríveis (de natureza religiosa) para que não se mexesse na data. E tudo vai ficar na mesma, mesmo que as festas entrem em coma.

 

Para terminar deixo aqui mais uma vez um desafio: estou disponível para um debate público com a Mesa da Confraria e com a Câmara Municipal de Elvas para discutir o assunto “ao vivo e a cores”. Mais uma vez também desafio aqui a Rádio Elvas para que promova esse debate. Se for caso disso e em último recurso dê-se a palavra ao povo e promova-se um Referendo Municipal.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 15:40
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Domingo, 14 de Setembro de 2014

Coliseu José Rondão Almeida

Caros amigos

 

Sei que aquilo que vou dizer é politicamente incorrecto e também polémico, mas como sempre me habituei a dizer aquilo que penso, cá vai.

Todos nós (salvo seja) nos lembramos que depois do 25 de Abril “metade” das ruas, praças, avenidas e tudo o que tinha nome, mudou.

Este entusiasmo estendeu-se até às ex-colónias portuguesas onde até os nomes das cidades foram alterados, com a honrosa excepção de Goa, Damão e Diu, na antiga Índia portuguesa que manteve os nomes portugueses em tudo.

Um dos exemplos de mudanças que mais incomodou os portugueses foi a mudança do nome da Ponte Salazar para Ponte 25 de Abril, apesar de (quase) toda a gente tanto antes como depois a ter tratado de Ponte sobre o Tejo. Mas vamos ao que importa.

Nestes últimos dias surgiu em Elvas uma corrente de opinião que se propõe mudar o nome do Coliseu Comendador José Rondão Almeida para Coliseu de Elvas. Sou contra tal mudança e vou justificar o que afirmo.

Se bem me lembro, aquando da construção do dito Coliseu, apareceram várias propostas para o baptizarem. A mais consensual pelo que me apercebi era a de D. Manuel. Não vale a pena explicar porquê. Mas a corrente dominante na altura e nos 20 anos seguintes, conseguiu com alguns malabarismos à mistura dar a volta e finalmente foi baptizado como Coliseu José Rondão Almeida.

Muito protestei aqui, mas não valeu de nada. A populaça bateu palmas e quem era eu para remar contra a maré? Bem, o baptismo foi consumado. E agora? Agora para mim há que mantê-lo pelos motivos que enunciei no princípio do texto.

Mudar o nome agora cheira-me um pouco a vingança e eu nunca gostei disso.

Não me podem acusar de estar “feito” com o José Almeida, porque se há alguém que lhe tem dado cabo da cabeça nestes últimos 8 anos, esse alguém tenho sido eu, aqui neste espaço de liberdade. Aproveitarem o facto de o homem estar na mó de baixo para lhe atirarem ainda mais pedras, não. Foi posto no seu lugar e pronto.

Mas é por este e outros motivos que sou contra todo e qualquer “baptismo” com o nome de pessoas ainda vivas, e nomes que por vezes não se sabe bem porque foram atribuídos, é coisa que aqui em Elvas não falta. Não sito nenhum para não ferir susceptibilidades, mas vou acrescentar algo mais. Imaginemos que damos a uma rua o nome de alguém que nesse momento fez alguma coisa pela cidade ou se destacou nalguma actividade. E se essa pessoa por qualquer motivo descamba? Que fazer? Há na nossa cidade um caso desses, bem conhecido por toda a gente, e até agora não ouvi ninguém levantar a voz para que se proceda à mudança de nome da rua.

Dito tudo isto, reafirmo que sou contra a mudança do nome do Coliseu.

Mas há para mim um caso, esse sim escandaloso, e que é o nome do antigo Museu/Biblioteca António Tomás Pires para Biblioteca Dr.ª Elsa Grilo. Esta sim é demais e de boa vontade iria lá arrancar as letras do seu nome. Com isto não quero dizer que a Drª Elsa Grilo não tenha valor, mas mudar o nome da Biblioteca, não lembra nem ao diabo.

Se quando as obras do Forte da Graça terminarem e derem nomes às salas e aí lhe colocassem o seu nome ou do Dr. Domingos Bucho ou de outras pessoas que fizeram muito para que Elvas seja hoje Património da Humanidade, muito bem e até bateria palmas. Agora a Biblioteca? E comparar António Tomás Pires com Elsa Grilo?

Para finalizar uma coisa que me incomoda nisto tudo é o seguinte: quando quiseram baptizar a Ponte sobre o Tejo com o nome de Salazar, segundo reza a história o homem apesar de ser um ditador parece que resistiu, mas os “homens do regime” insistiram e lá o levaram a dizer que sim, mas com a condição de ser somente “SALAZAR”. Esta atitude revela uma modéstia enorme apesar de ser um ditador. Poder-se-ia ter chamado Ponte Professor Doutor Oliveira Salazar. Mas não. Simplesmente Salazar.

Em Elvas, falta de modéstia é o que não falta. O Coliseu, já não chegava ser chamado de José Rondão Almeida, como após a atribuição da comenda lhe terem acrescentado o título de Comendador.

Tem piada, lembrei-me agora de um certo discurso de José Almeida no dia da inauguração do Estádio de Atletismo em que afirmou que o nome dele só apareceria no seu Bilhete de Identidade. Muitos bilhetes de identidade tem o nosso homem.

 

Uma boa semana para todos

 

PS – Quero ainda agradecer ao meu Irmão a paciência que teve em fazer os “bonecos” que aqui foram publicados durante a semana e que de uma forma diferente contaram a história da CRISE em Elvas.

 

Jacinto César  

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Tasca das amoreiras às 19:29
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

História da crise - Capítulo 5


Tasca das amoreiras às 13:13
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

História da crise - Capítulo 4

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Tasca das amoreiras às 11:46
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

História da crise - Capítulo 3

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Tasca das amoreiras às 11:32
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