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Quinta-feira, 31 de Outubro de 2013

Estamos fechados

Por motivos meramente pessoais, a Tasca vai fechar cerca de um mês.

 

Voltaremos.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 17:01
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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

Esclarecimento

 

 

 

Ontem, um senhor vereador da Câmara Municipal de Elvas, mais propriamente Tiago Abreu, resolveu dedicar-me uma prosa no Facebook.

Acabei por entrar em diálogo com o referido senhor, acabando este de uma forma muito pouco digna.

Como ele sabe que não suporto políticos profissionais e de disparar frequentemente contra estes, às tantas acusou-me de eu também ser político, ou seja, de pertencer a um partido político e até ter concorrido como cabeça de lista pelo círculo de Portalegre aqui há 2 ou 3 eleições legislativas atrás.

Esclareça-se então essa minha passagem pela política.

Quase desde a sua fundação que pertenci a um movimento cívico nascido em Guimarães e que se chamava Portugal Pró-vida. Não me perguntem como é que conheci o seu dirigente nacional (Luís Paiva) que eu já nem me recordo.

O referido movimento tinha como princípios fundamentais o Direito à Vida, a defesa da Família e a defesa da Doutrina Social da Igreja, com os quais concordava e concordo.

Pela primeira vez tornei-me activista no Movimento pela Vida e contra o aborto. Depois foi o Movimento contra o “CASAMENTO” entre homossexuais. Estas causas defendi-as eu aqui muitas vezes. Um belo dia recebi um telefonema do Luís Paiva dizendo-me que a direcção nacional estava a estudar a transformação do movimento em partido para que o referido movimento tivesse a oportunidade de ter acesso aos direitos de antena nas rádios e nas televisões e se eu não me importava, se o partido conseguisse a legalização (o que veio a efectivar-se) ser o cabeça de lista por Portalegre já que não havia ninguém aqui do distrito que pertencesse ao Movimento. Não dei o meu SIM de muito boa vontade, mas acabei por alinhar. A lista por Portalegre, além de mim, era constituída por pessoas que não eram do distrito e eu tão pouco as conhecia. A direcção nacional tratou do processo todo e eu limitei-me a entregá-lo no tribunal de Portalegre.

Durante a campanha eleitoral não mexi uma palha que fosse e nem aos debates nas rádios distritais compareci. Claro que o resultado final foi catastrófico como não podia deixar de ser. A partir de aí, desliguei-me do partido, do qual nunca cheguei tão pouco a ser militante. Nas eleições seguintes ainda voltaram a tentar-me novamente, mas já não alinhei.

Esta foi a minha “grande” passagem pela política. Mas o senhor vereador fez questão em lembrar-me que já tinha sido político e recordou-me que tinha sofrido a humilhação de ter tido 17 votos em Elvas.

Esta é a verdade dos factos, e não é por isso que continuo a ter uma imagem péssima dos políticos de carreira e principalmente dos boys dos partidos que pensam fundamentalmente nas suas carreiras pessoais e não nos interesses dos cidadãos, O exemplo acabado do que acabei de dizer são estes últimos governos que o pobre do nosso país teve.

Senhor vereador, se acha que menti em algo ou omiti alguma coisa, faça o favor de responder. Dou-lhe a garantia que diga o que disser, eu publico.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 16:25
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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013

O regresso ao PREC

 

 

 

Não gosto muito de trazer aqui casos pessoais, mas desta vez vou levantar um problema, para que todos saibam do medo que se vivia dentro da Câmara Municipal de Elvas.

Como a maior parte dos meus leitores sabe, era professor da Universidade Sénior de Elvas. Não ganhava um tostão que fosse partindo do princípio que estava a prestar um serviço à comunidade. Comecei a dar aulas de Informática 2 horas por semana. Como os alunos gostavam, propuseram-me que aumentasse a carga horária para o dobro. E eu acedi de bom grado, até porque como já aqui tinha referido estava a tornar-se uma experiência gratificante para mim e que nunca mais vou esquecer. Bem, é só isto que devo à Câmara e que foi proporcionar-me essa experiência.

Pois bem, no começo deste ano lectivo, fui saneado da Universidade. Isto leva-me a fazer algumas perguntas aos responsáveis por tal acto:

1 – Foi por incompetência minha?

2 – Foi porque faltava às aulas?

3 – Não correspondi às expectativas?

4 – Ou terá sido por vingança política?

Tudo leva a crer que foi esta última hipótese. A vingança tinha que me ser servida. E foi. É lamentável que estas coisas ainda se passem nesta época. É de uma falta de ética e moral a todo o tamanho.

Penso que a decisão deve ter partido do anterior executivo e principalmente do seu anterior presidente com a conivência (ou será subserviência?) da vereadora que tutelava a Universidade.

É por estas e por outras que entendo o facto dos trabalhadores da câmara mantenham um silêncio ensurdecedor sobre tudo o que lá se passa. Claro que quem falar, o mínimo que lhe acontece é ir para a prateleira.

Eu não saí prejudicado em nada, a não ser como referi, o gosto de ajudar aquela gente. Agora para aqueles que dependem directa ou indirectamente do Município, a música é outra.

Senhor ex-presidente, não estou minimamente arrependido de tudo aquilo que lhe disse ao longo destes últimos meses. Mais, só confirma o mau carácter do senhor tem. É na verdade do tipo “eu quero, posso e mando”.

Sabe, o mundo é pequeno e por vezes O lá de cima escreve direito por linhas tortas. Pode ser que um dia lhe possa retribuir a acção. Como é possível uma pessoa que anda a toda a hora a evocar o Senhor da Piedade se comporte de uma maneira tão baixa?

Voltaremos a falar sobre este e outros assuntos.

 

PS- Não houve ao menos a dignidade de me informarem da decisão. Nem um simples telefonema. Quem é que não tem vergonha?

 

Jacinto César

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Tasca das amoreiras às 14:01
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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013

Carta aberta aos meus Amigos

 

 

 

Costuma-se dizer que a família é a que nos deram, mas os amigos foram aqueles que escolhemos. E é a estes últimos que me queria dirigir.

Sabem? Muitas vezes sinto-me só e pergunto a mim mesmo onde param os meus amigos que me batem nas costas todos os dias e me incentivam a continuar a escrever e a batalhar por causas que penso serem justas.

Sei que muitas vezes discordam do que digo e outras vezes concordam. Nem de outro modo poderia ser, senão alguma coisa estava mal. Mas são precisamente essas discordâncias ou concordâncias que eu preciso. Muitas das coisas que escrevo têm tido a concordância de muita gente que se manifesta pessoalmente. Mas só isso não chega. Fico por vezes com a impressão que sou o porta-voz de muita gente, mas que na hora da verdade ficam para trás.

Já estive muitas vezes para desistir de escrever, mas têm sido precisamente esses meus Amigos que me incentivam a não desistir. E eu continuo. Somente que continuo, mas só e sem um apoio claro e público. Claro que quem fica sempre mal na fotografia sou eu. Não é que tenha medo, senão já tinha desistido. Ele são as ameaças, são as vinganças mesquinhas, são os telefonemas e tudo o que possam imaginar. Tudo tenho suportado. Mas no entanto, continuo a sentir-me só nestas lutas que vou travando.

 

Um bom fim-de-semana para TODOS

 

Jacinto César  

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Tasca das amoreiras às 14:36
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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013

Estou confuso

 

 

 

Todos nós sabemos, ou pensamos saber, que Sócrates enquanto 1º Ministro mentiu aos portugueses com quantos dentes tinha. Isso fez com que acontecesse a reviravolta eleitoral e Passos Coelho subisse ao poder. Se o primeiro mentia, este não se lhe fica atrás e por vezes parece-me ainda ser pior. Mas em frente.

Ontem, Sócrates procedeu ao lançamento de um livro o que é perfeitamente normal. O que me deixou confuso foi a quantidade de gente que assistiu ao lançamento do mesmo, e mais confuso me deixou a “qualidade” dos assistentes.

Se Sócrates estivesse no governo, nada disto seria anormal, quanto mais não fosse para marcarem presença, o que parece sempre bem. Mas estando Sócrates fora da política (pelo menos em teoria), porque é que tem um apoio destes? Porque é que já há muita gente a querer que ele volte?

Hoje mesmo em entrevista à Antena 1, Sócrates novamente, fez uma afirmação que ainda mais confuso me deixou. Afirmou ele que antes do famoso PEC 4 tinha convidado Passos Coelho para vice-primeiro-ministro e que este tinha recusado com o argumento que o bloco central não era muito bem visto pelos portugueses.

Vejamos para já a cronologia da ascensão de Sócrates nestes últimos tempos.

1-      Foi sendo sempre notícia o facto de continuar a estudar em Paris;

2-      Seguidamente aparece como comentador na RTP a fazer concorrência a Marcelo Rebelo de Sousa;

3-      No passado sábado dá uma entrevista de fundo ao semanário Expresso (como toda a gente sabe, este semanário sempre esteve conotado com PSD)

4-      Na quarta-feira é o lançamento do livro;

5-      Já hoje uma entrevista de fundo à Antena 1.

Mas afinal o que é que se passa no nosso país? Quem é que fala verdade? Ou será que são todos mentirosos? Será que Sócrates era assim tão mau como o pintávamos? Será que Passos Coelho, hoje, merece a confiança de alguém?

Sabem, dava um dedinho para ver um debate entre estas duas personagens na televisão. Seria certamente o programa do ano.

 

PS – Quem quiser dar a sua opinião com decência, faça favor. Dizer parvoíces ou simplesmente ofender não vale a pena pois os comentários não passarão, por muitos nomes que me chamem.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 15:28
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Terça-feira, 22 de Outubro de 2013

Nem sempre, nem nunca!

 

 

 

Nestes últimos tempos temos reparado que a Assembleia da República, pouca ou quase nenhuma legislação tem produzido, limitando-se a votar matérias vindas do governo.

Desta vez, o PSD “excedeu-se” e vai fazer uma proposta de referendo e com a qual eu concordo inteiramente: a adopção ou co-adopção de crianças por “casais” homossexuais. Acho que todos nós temos uma palavra a dizer sobre um assunto tão melindroso e que pode pôr em causa o futuro de muitas crianças.

Até hoje não li opiniões de médicos, psiquiatras ou psicólogos que afirmem sem qualquer dúvida que não há prejuízo para os adoptados.

Os que são favoráveis apresentam sempre o mesmo argumento: antes adoptados por homossexuais do que institucionalizados.

Os que têm opinião contrária, apresentam o argumento que criança adoptada por um “casal” homossexual terá sempre e no futuro problemas psicológicos pelo facto de lhe ter faltado um pai ou uma mãe.

Eu, enquanto não me demonstrarem o contrário, concordo com esta última opinião.

Se houver o referendo, este, serve pelo menos para que haja uma discussão nacional sobre o assunto.

Venha de lá o referendo.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 18:25
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Segunda-feira, 21 de Outubro de 2013

As relações Portugal/Angola

 

 

 

Ontem escrevi aqui sobre a futura eurocidade Badajoz/Elvas e o perigo que para mim representa a cooperação entre um gigante e um anão. E é só isso que me deixa preocupado.

Todos sabemos que a justiça portuguesa é pródiga em condenar rapidamente os fracos e os pobres e vai-se esquecendo dos poderosos. Todos nós conhecemos casos mediáticos em que pôr atrás das grades um grande é coisa difícil e a muitos deles nunca irá acontecer nada. Resumindo, tal como no caso anterior, o forte impõe sempre a sua vontade sobre os fracos.

E o que é que se passa com as relações entre Angola e Portugal? Exactamente o mesmo.

Não conheço em pormenor o caso, mas faz ideia que algumas figuras gradas da política angolana têm feito do nosso país uma plataforma de dinheiros ilícitos, onde com um simples detergente fica tudo lavado. A Procuradoria Geral da República teve a triste ideia de se meter com estes figurões e agora o caldo entornou-se. Mais uma vez a PGR se meteu num caso em que não tinha força para dominar. Chegou-se depois ao ridículo de ver um Ministro dos Negócios Estrangeiros pedir desculpas por isto. Mas a PGR voltou à carga e o caldo ainda se entornou mais. E daí a passarem-se às ameaças foi um passo. Basta ler os editoriais do Jornal de Angola (que é o mesmo que ler as opiniões do governo) para se ver até que ponto chegou o descaramento desses senhores poderosos.

Angola é um país enorme e com enormes recursos naturais. Portanto teria que ser um país rico e os seus habitantes teriam que ter um nível de vida compatível com o do país. Mas não é isso que acontece infelizmente. Temos uma casta superior que se governa à grande, que faz aquilo que bem entende e um povo a viver na miséria. O que é isto senão um estado corrupto em que as elites enriquecem de uma forma desmesurada e o povo passa necessidades?

As elites dizem que Portugal se comporta como um estado neo-colonialista. E como é que se comportam as elites angolanas perante o seu povo? Pior que os antigos colonos. Conheci Angola e sei como era antes da descolonização. Tenho amigos que lá vivem e outros que lá vão com frequência e que me contam o que lá se passa. É a vergonha.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 15:03
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Domingo, 20 de Outubro de 2013

A eurocidade Elvas/Badajoz

 

 

 

Já há muito tempo que gostaria de falar sobre este assunto, mas outros vão passando à frente e a oportunidade passa. Mas antes de falar no assunto gostaria de esclarecer previamente um ponto.

Desde os meus 13 anos que tenho passaporte e desde essa época nunca mais deixei de ser frequentador assíduo da vizinha cidade de Badajoz. Eu ia a festas e bailaricos, eu com o meu grupo musical íamos frequentemente lá a actuar, no verão íamos muito até às velhinhas piscinas dos Montitos e outras coisas mais que já fazem parte de um passado distante. Resumindo, aprendi a viver com os vizinhos espanhóis como se de portugueses se tratassem. Isto mesmo no tempo das ditaduras ibéricas e em momentos de mais ou menos tensão entre os dois países. Penso que os problemas políticos entre os dois países passavam sempre ao lado dos elvenses e dos pacences. Por muito que se diga que muitas vezes os países estavam virados de costas, por aqui nada disso nos incomodava. Os pacences sentiam-se em Elvas como se estivessem em casa e o inverso também era verdadeiro.

Claro que com a entrada dos dois países na UE, as coisas ainda ficaram mais facilitadas.

E tudo isto que acabei de dizer serve para quê? Para dizer que não considero os pacences espanhóis, mas uns vizinhos de sempre.

Chegados a este ponto, gostaria então de dar a minha opinião em relação à futura eurocidade. Para ser franco, eu tenho muitas dúvidas sobre as vantagens que Elvas possa daí tirar. Não por serem espanhóis, mas por Badajoz ser a irmã grande e Elvas ser a pequenina. Dizendo mais claramente, sempre duvidei de associações em que há um poderoso e um fraco.

Recordemos o que ao longo de muitos anos tem acontecido às relações entre Elvas e a “capital” Portalegre. Tudo o que dizia respeito a Elvas tinha que passar pala capital de distrito e todos sabemos que quem reparte e não fica com a melhor parte ou é parvo ou não tem arte. Apesar das cidades se equivalerem em população, Portalegre era a capital e eles é que decidiam. Lembremo-nos da última que nos fizeram há uns anos atrás. Onde é que por direito e pela lógica deveria ter ficado situada a Escola de Hotelaria? Bem vistas as coisas seriaem Elvas. Eque aconteceu?

Voltemos à eurocidade. Eu acredito seriamente que os teóricos e os impulsionadores deste futuro agrupamento tenham a melhor das intenções. O problema está além deles. Quando houver necessidade de decidir algo entre Elvas e Badajoz, quem é que vai fazer valer o seu peso? Badajoz, evidentemente. Estou muito céptico em relação a este assunto e não quero que num futuro Elvas passe a ser um bairro de Badajoz e que deixe de ter vida própria. Como disse, para mim não é um problema de relações entre duas nacionalidades diferentes, mas as eternas relações entre os grandes e os pequenos, em que estes saem sempre a perder. Queiramos ou não, as coisas sempre foram assim e nunca mudarão. A não ser que tenhamos que fazer o papel de David.

Uma boa semana para todos

 

Jacinto César  

 


Tasca das amoreiras às 19:55
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Quinta-feira, 17 de Outubro de 2013

Tó Zé Inseguro

 
 

 

 

Temos um primeiro-ministro, e não gosto dele por várias razões. Em termos pessoais não gosto deste tipo de pessoas: arrogantes, teimosos, mentirosos e donos da verdade. Em termos políticos, bem, aqui nem se fala. Juntando os defeitos pessoais à política, dá uma mistura intragável. Poderia agora e aqui enumerar um rol de factos políticos que não abonam nada a seu favor, mas não me vou dar a esse trabalho. Todos nós os conhecemos e para quem não os conhece, basta ver a televisão ou ler os jornais e fica logo informado.

Justiça lhe seja feita: é corajoso. No entanto nem este factor positivo o livra de ser desde o 25 de Abril o primeiro-ministro mais odiado que tivemos. Acredito que não deve por lá ficar muito tempo. É um pressentimento que tenho.

Se assim for, fatalmente teremos eleições antecipadas. E é precisamente isso que me assusta. Quem é que é a oposição que fatalmente irá ganhar? Quem é o rosto dessa oposição? António José Seguro. Nem menos.

Já olharam bem para a cara deste senhor? Já ouviram bem este senhor a falar? Agora digam-me honestamente: é este o rosto que a oposição nos quer impingir como alternativa a Passos Coelho? Que confiança nos transmite este senhor? A mim nenhuma. E é aqui que começam as minhas dúvidas. Em quem vamos votar? Ou antes, quem é que nos resta que mereça a confiança do nosso voto?

Em Passos Coelhose se recandidatar? NUNCA!

Em Paulo Portas, em quem confiei que poderia ser o fiel da balança neste governo e que só tem armado trapalhadas? NÃO!

Em António JoséSeguro? Tenho que me rir e dizer JAMAIS!

Resta-me então Jerónimo de Sousa. Bolas, não sendo um ortodoxo comunista, não o deixa de ser e eu nessas ideias não alinho.

Resta-me o Bloco de Esquerda. Mas quem são estes? Que dizem? Que fazem? Uma colecção de intelectuais em que cada um diz a sua coisa e em que já não chega só uma cabeça para governar o barco?

Então o que é que me resta? Votar em branco? Votar nulo? Não por lá os pés? Bem, isso para mim nunca foi opção porque é alhear-me das coisas e deixar os outros decidirem por mim.

Depois de pensar bem no assunto, penso que estamos tramados (menos aqueles que votam sempre nos mesmos confundindo os partidos políticos com os clubes de futebol).

Sabem, se chegar esse momento, que acredito piamente que vai chegar mais cedo do que muitos crêem, fico sem saber o que fazer. Estamos entregues à bicharada.

Nós que importamos tanta coisa, será que não poderíamos importar um candidato forte a primeiro-ministro? Pode até ser chinês que eu já não me importo.

 

Jacinto César

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Tasca das amoreiras às 14:44
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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013

O mesmo remédio em dose reforçada

 

 

Com a próxima apresentação do Orçamento de Estado 2014, e atendendo ao que já se vai sabendo relativamente às suas linhas mestras e a algumas medidas, fica qualquer cidadão atento a estas coisas com a sensação que vem aí mais do mesmo:

- Os cortes efectuados não chegaram, ou simplesmente não resultaram, insistimos e cortamos um pouco mais.

- Os impostos cobrados foram insuficientes, cobramos um pouco mais (isto claro no que toca ao cidadão comum, porque há aqueles que ficam sempre de fora).

- O dinheiro da segurança social não chega para o desemprego criado por esta políticas, para sustentar o rendimento social de inserção, pago a quem nunca descontou, e em muitos casos se recusa mesmo a ser “inserido” e ainda para pagar umas pseudo formações onde se entretêm desempregados para fingir que se faz, e qual é a solução, cortar nas pensões dos que descontaram.

Quando vejo o caminho seguido por este governo penso de imediato no médico que não consegue descobrir qual o tratamento a aplicar a um determinado doente e em vez de pedir a opinião de colegas ou de um especialista receita uns analgésicos e uns anti piréticos e manda o doente para casa. Claro está que, como o mal não foi atacado,  mais dia menos da o doente volta ao consultório par se queixar de mais dores e mais febre e o medico, não mudando de estratégia, limita-se a aumentar a dosagem dos medicamentos e mandar de novo o doente para casa. Esta sequência vai repetir-se até que aconteça uma de três coisas:

- O médico muda de estratégia, o que depois da segunda consulta com a mesma receita começa a parecer improvável.

- O doente muda de médico, e encontra um mais competente.

- O doente morre.

 

A meu ver Portugal nestes últimos anos tem seguido o caminho dos analgésicos e anti piréticos em doses cada vez maiores, sem que se ataque o fundo do problema.

 

Fala-se desde o início da legislatura numa reforma do estado, mas muito pouco ou nada foi feito. Mais, como até à presente data não vi ainda qualquer estudo sério sobre o assunto, que mostre onde estão os desperdícios, onde se pode reduzir despesas sem afectar o bom funcionamento dos sectores fundamentais da responsabilidade do estado, temo que esse reforma seja ele também mais do mesmo, mais um corte percentual em todos os sectores, quase por igual, deixando uns em condições de ainda continuarem a desperdiçar, embora um pouco menos, e outro incapazes de cumprir a sua missão por manifesta falta de meios.

 

De tempos a tempos temos conhecimento de estudos estatísticos que revelam ter a economia paralela no nosso país uma dimensão bastante elevada. Há tempos li até num estudo da OCDE que, se Portugal tivesse uma economia paralela ao nível da média dos países dessa organização, não teria deficit excessivo, isto é, se incluíssemos nas contas uma parte daquilo que é a economia paralela, o efeito no aumento do PIB, na subida da receita fiscal, e na redução de despesa social com o desemprego e o rendimento social de inserção, seriam mais do que suficientes para cumprir as metas do deficit.

No entanto a que assistimos nós:

- Reduz-se o rendimento a quem está controlado.

- Sobem-se os impostos a quem já os paga.

- Corta-se na pensão a quem para ele descontou uma vida.

E os outros? Os que nunca pagam ou pagam sempre por menos do que ganham?

Os que recebem sempre sem nunca ter pago?

Acho no mínimo imoral este tipo de actuação

 

Desde o início da legislatura ouvimos falar da reestruturação do serviço público de rádio e televisão.

O que se fez? Nada!

No entanto, ao que li na comunicação social, vai subir a “taxa” (que não o é pois se trata de um imposto) que todos pagamos na factura de electricidade, para sustentar os ordenados principescos dos senhores que continuam a presentear-nos com programas de uma pobreza atroz a titulo de serviço público de televisão.

 

Mais uma vez, não se ataca o problema recorre-se ao mesmo remédio de sempre.

Pedir mais dinheiro ao contribuinte.

 

Com acontece com qualquer remédio, se a dose for excessiva provoca intoxicação e pode até conduzir à morte do paciente. Penso que este tipo de medidas já ultrapassou o limite do aceitável, temos visto Portugal definhar com este tratamento. Receio bem que o aumento de dose que aí vem seja fatal, que o corpo já tão debilitado não a mais do mesmo em dose reforçada.

 

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 14:31
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