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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Estalinhos e Bomba Atómica

Agora que se aproximam as Eleições Presidenciais, e temos assistido a uma campanha incaracterística, assente em ataques pessoais e acusações de co-responsabilidade na “crise”, importa fazer uma análise desapaixonada do que são hoje, no nosso país, os poderes presidenciais.

Imaginem os caros leitores que eram encarregues de defender umas instalações muito sensíveis, por exemplo um arsenal militar, e para tal vos eram facultadas, como “armas” um quilograma de estalinhos de carnaval e uma bomba atómica. Se, em dado momento, sofressem essas instalações um ataque estariam os ilustres leitores perante uma situação bastante difícil:

Suponhamos que optavam por usar os estalinhos, e começavam a lançá-los um após outro, certo era que o único efeito que poderiam conseguir seria, num primeiro momento de surpresa, pregar um sustos aos atacantes, que de imediato se recomporiam e concluiriam que dali não poderia vir qualquer resistência. Não conseguiriam pois deter o ataque mas unicamente produzir uma reacção instantânea, da qual resultaria eventualmente um ligeiro atraso na progressão do ataque, mas nunca uma defesa eficaz.

Suponhamos então que optavam os estimados leitores pela bomba atómica, certa seria a imediata neutralização do ataque. Mas resistiriam as instalações à utilização de tão poderoso meio de defesa ou seriam, elas mesmas, destruídas pela potência da explosão?

Quando falamos de poderes presidenciais estamos numa situação semelhante.

O Presidente, eleito por sufrágio directo, é o mais alto magistrado da Nação, a Ele são acometidas responsabilidades como zelar pelo bom funcionamento das instituições ou pelo cumprimento da constituição, no entanto quais são as armas que Lhe são fornecidas?

O veto político:

Faz regressar uma qualquer Lei à Assembleia da República, onde anteriormente já tinha sido votada com maioria, se a referida instituição entender voltar a votá-la sem qualquer alteração e a aprová-la de novo por maioria, o Presidente terá obrigatoriamente que promulgá-la, e o Seu veto não passou do lançamento de “estalinhos”.

Envia a lei para o Tribunal Constitucional:

Se Este, após apreciada a Lei, entender ser mesma é constitucional, ela deverá obrigatoriamente ser promulgada, e mais uma vez estamos perante uma situação de lançamento de “estalinhos”.

Dirige-se à Assembleia da República para alertar para a situação concreta em que pensa ter o dever de intervir, e faz até alguma recomendação à Mesma. Se a maioria na Assembleia considerar não dever acatar a referida recomendação, teremos evidentemente mais “estalinhos”.

Poderia dar mais alguns exemplos como a chamada “magistratura de influência” ou as comunicações ao País mas todos se resumem ao mesmo: Estalinhos!...

Se, perante uma situação que considera muito grave, resolve usar o mais temido dos seus poderes, a dissolução da Assembleia da República, cria uma crise política e atira o País para um largo período de Governo de gestão com todos os inconvenientes daí decorrentes. Se esta situação se verificar num período sensível da vida nacional, a utilização deste poder, pode ter como consequência um agravamento das condições verificadas ad initium. Em suma, a bomba atómica, pode provocar mais estragos no que pretende proteger que aquilo que deu origem à sua utilização.

Estamos em Portugal, no que diz respeito à instituição Presidente da Republica numa situação no mínimo caricata:

Elegemos um Presidente da República por sufrágio directo, como representante de um povo que segundo ouvimos dizer(e cantar) tanta e tanta vez é “quem mais ordena”.

Damos-lhe poderes que nuns casos são perfeitamente ineficazes e noutro esperamos que nunca use pelas suas consequências.

E resumo o Supremo Magistrado da Nação tem como instrumentos ao seu dispor para desempenhar a sua missão Estalinhos e a Bomba Atómica.

Não admira pois que a campanha seja tão desinteressante.

Não pode qualquer dos candidatos apontar qualquer solução para os graves problemas do País, porque não está nas suas mãos pô-la em prática.

Não pode afirmar que não vai permitir isto ou aquilo ou o outro sob pena de ser acusado de ameaçar com a Bomba Atómica.

Pode apenas apresentar um cardápio de boas intenções, de lugares comuns com os quais todos concordamos e que no fundo não traduzem qualquer opção estratégica de fundo capaz de ter influência determinante na vida dos portugueses.

Assim sendo centra-se a campanha em faits divers que apenas servem para distrair o povo, ou na reafirmação de atitudes e posições de princípio perfeitamente inócuas,  sem uma única ideia nova até ao momento, até porque quem a apresentasse, para além de não ter qualquer capacidade para a pôr em prática, seria de imediato acusado de se querer imiscuir nos podes do Governo ou nos da Assembleia da República.

 

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 00:00
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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

A grande farra

Sei que dirão que tenho um ódio monumental à política e aos políticos.

Sei que dirão que não posso com José Sócrates nem pintado de amarelo.

E se o pensaram, acertaram em cheio. É verdade!

Por favor leiam:

 

“A JP Sá Couto era suspeita de fraude fiscal, associação criminosa e branqueamento de capitais, entre 1998 e 2001, crimes que terão lesado o Estado em mais de cinco milhões de euros.”

 

Eu ou qualquer cidadão comum, é suspeito de ter colocado um recibo não válido na declaração de IRS e prejudicou o Estado em meia dúzia de cêntimos.

 

“O processo de fraude e fuga ao IVA em que é arguida a empresa responsável pela produção do Magalhães será arquivado por não ser possível, em tempo útil, apurar a situação tributária dos implicados, o que impede a produção de prova”.

 

Para mim ou para qualquer outro cidadão comum, com provas ou sem elas, pagamos e calamos!

 

“Para além da empresa e do seu administrador, há mais 39 arguidos na lista (só dois vão efectivamente a julgamento e por crimes menores), acusados de associação para a prática de uma mega fuga e fraude ao IVA, na área da informática.”

 

E que conclusão podemos tirar disto? É que vivemos efectivamente numa Republica das Bananas.

E é por estas e por outras que não suporto políticos. Julgam-se imunes a tudo e na verdade  são mesmo intocáveis. E nós? Calamos como sempre.

 

Jacinto César

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Tasca das amoreiras às 15:14
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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

O voyerismo social

 A morte de Carlos Castro vem demonstrando aquilo que venho dizendo há muito tempo: o prazer de cada um saber da vida dos outros.

É verdade que Carlos Castro foi assassinado, o que logo à partida está mal!

É verdade que Renato Seabra matou e não o deveria ter feito!

Estes são os factos! Alguém foi morto e alguém vai ter que pagar pelo que fez.

E que faz o povo? Sente um prazer mórbido em conhecer todos os pormenores dos acontecimentos. Precisa de saber com precisão como tudo aconteceu.

E as televisões que fazem? Dedicam horas ao assunto para deleite do Zé Povo.

O que mais estranho é que a televisão pública e que é paga por todos nós faz exactamente o mesmo.

Temos um povo miserável! Temos um povo a quem lhe fazem tudo e mais alguma coisa e ele diverte-se deste modo.

O que é necessário é saber da vida dos outros, como eles comem e dormem, com quem andam e até como morrem.

Pode estar algum pobre doente ou faminto que isso não incomoda. Agora se um maricas qualquer é morto por um chulo e ambos são figuras mediáticas, isso sim é importante.

Podem-lhe diminuir o vencimento, aumentar os impostos, aumentar-lhe os bens de primeira necessidade. Isso é acessório. Agora se uma VIP qualquer fez mais uma plástica ou foi vista em trajes menores, isso já é importante e motivo para por um país inteiro preocupado.

Razão tinha afinal Salazar quando seguia a política dos FFF. Mantinha o povo sereno e manso.

Os tempos são outros, as técnicas também são outras, mas no fundo tudo se mantêm igual.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 14:38
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

Não batam mais no ceguinho

É deveras preocupante a falta de sensibilidade de quem nos governa. Penso que por vezes há até uma certa atitude sádica dos nossos governantes.

Hoje, estando eu a ver as notícias à hora de almoço, ouço uma que me deixou deveras chocado. Não me atinge a mim, mas lembro-me daqueles que são penalizados desta forma brutal. Dentro de algumas medidas que retive, destaco duas:

- a vacina contra a febre amarela que custava 15 cêntimos, passou para 100 euros. Sim, leram bem: 100 €;

- um atestado médico passado por uma junta médica que custava 90 cêntimos, passa a custar cinquenta euros (50 €).

Que se subam os preços dos bens não necessários e os de luxo, mesmo que esses aumentos sejam escandalosos até entendia. Agora serviços que são necessários e de primeira necessidade é no mínimo escandaloso, de não mesmo escandaloso.

Ando revoltado. Sinto-me revoltado.

Então um pobre que já está doente, que já lhe descontam não sei quanto do seu vencimento por estar naquela situação, ainda por cima cada vez que se desloca à junta médica lhe cobram 50€? Não será isto desumano?

Entretanto, nas mesmas notícias, informava-se que 3 gestores do Banco Privado (BPP), tinham desviado (atenção, não roubaram, porque essa de roubar é só para os pequenos) 100 milhões de euros. Pelos vistos o caso há-de andar (como anda) uma montanha de tempo a passear-se pelos tribunais até que o caso prescreva. E porquê? Porque têm dinheiro para pagar a advogados que fazem arrastar os casos até ao esquecimento. Veja-se que até em Inglaterra, Vale e Azevedo tem feito aquilo que bem lhe apetece e ir de cana, que era o lugar certo para estar, nada!

Porra, eu quero ser rico para poder ficar milionário. Os pobres que se lixem. Que morram de fome ou de doença é o que é preciso. O estado poupa e eu, alguma maneira haveria de arranjar para ficar com essa poupança. Que morram os pobres para que o país fique mais rico!!!

 

Jacinto César  

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Tasca das amoreiras às 15:03
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

Como é possível?

Ontem, o Diário de Notícias, publicou um estudo muito completo sobre as reformas douradas.

Sei que muitas vezes sou identificado como anti-políticos! Mas será que posso pensar de outra forma?

Quem olha para o referido dossier e analisa os números não pode ficar indiferente ao que ali se diz e que se prova. É o escândalo total. Como é que é possível haver muitos milhares de portugueses a viver com 200 a 300 euros por mês (em que fica sem saber se deve deixar-se morrer de fome ou morrer por falta de medicamentos) quando há políticos que pelo facto de terem estado com o seu traseiro fino sentados na Assembleia da Republica recebem subvenções vitalícias por isso?

O nº 1 é nem mais nem menos que o Prof. Cavaco Silva que recebe qualquer coisa como 10.000 € mensais. Para alguém que foi e quer continuar a ser o Supremo Magistrado da Nação fica-lhe muito mal isso. Como é que o candidato pode falar de pobreza quando ele é um dos beneficiários dos muitos milhões que o estado gasta quando há tanta gente a necessitar de ajuda? Se quisesse ter moral para falar, já há muito que tinha prescindindo dessas reformas milionárias.

E que dizer do outro candidato, Manuel Alegre, que recebe uma pensão choruda por ter trabalhado uns meses na RDP? Deveria ter vergonha! Ou não?

Mas não são só estes infelizmente. São muitas dezenas de sanguessugas que todos os meses espoliam o estado em milhões de euros.

Onde está o Estado que todos nós gostaríamos de ver justo para com todos os seus cidadãos? Quando é que o Estado aplica o princípio constitucional de que todos os cidadãos são iguais perante a lei?

Quando é que o Estado deixa de distinguir os portugueses como sendo de 1ª ou de 2ª categoria?

Será que George Orwell antecipou o futuro quando escreveu o seu livro “O triunfo dos porcos”, princípio que se aplica que nem uma luva ao que se passa no nosso pobre país?

 

Penso que todos nós temos os nossos limites! Cada um ferve à sua maneira.

O povo português é pacífico por natureza, mas também penso que um dia há-de acordar. E se de verdade isso acontecer, não tenho bem a certeza de qual será a sua reacção.

Eu sempre tive mais receio dos calados do que dos bazófias. Aparentemente somos um povo “manso”. O problema está quando um qualquer dia destes lhe chegar a mostarda ao nariz.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 16:05
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

Esclarecimento

Antes de mais queria pedir desculpas a Tiago Abreu pelo post que aqui publiquei ontem. Fica claro que não fazia a mínima ideia do que se estava a passar. Ficam aqui os meus votos sinceros de melhoras ao seu pai Luís Abreu. Que recupere rapidamente.

Quero também deixar aqui um comentário a alguns comentadores que fizeram o favor de mais uma vez vir debitar o seu veneno.

Será que é possível passar por algumas cabeças perversas que sabendo eu do que se estava a passar ia escrever tal coisa? Há pessoas deveras más. Muito más mesmas. Como o são assim vêm os outros.

 

Jacinto César

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Tasca das amoreiras às 18:00
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011

Só boas notícias

Na passada Sexta-feira, por força de uma deslocação que tive que efectuar, fui acompanhando na rádio o debate na Assembleia da República e devo confessar que a minha satisfação foi em crescendo ao ouvir as intervenções do Sr. Primeiro-Ministro. Sucessivamente fomos sabendo que no passado ano de 2010 as despesas ficaram abaixo do previsto, que a receita ficaram acima do previsto e que o crescimento era o dobro do previsto, nas palavras do próprio Sr. Primeiro-Ministro:

- São boas notícias.

Fiquei à espera que o Sr. Primeiro-Ministro anunciasse que, na sequência desses bons resultados “acima do esperado”, os reformados com reformas de miséria iriam ser aumentados, ou no mínimo que as taxas moderadoras na saúde deixariam de se aplicar a quem tivesse rendimentos digamos abaixo dos mil euros, ou ainda que o transporte de doentes em ambulância continuava a ser garantido como até final do passado ano, mas a verdade é que sofri uma decepção, nada disto aconteceu, nem uma medida de alivio da situação dos portugueses mais desfavorecidos como consequência dos “bons resultados” obtidos.

Pergunto eu Sr. Primeiro-Ministro:

- São boas notícias para quem?

Seriam realmente boas notícias se, o anúncio destes “bons resultados” viesse acompanhado do correspondente alivio no peso da austeridade sobre os mais desfavorecidos, caso contrário não passam de boas notícias virtuais.

Sei que os Senhores da Economia, me irão responder:

- São “bons resultados” macroeconómicos que nos farão ganhar credibilidade junto dos mercados, e que o aproveitamento desses resultados para aliviar a pressão sobre os mais desfavorecidos daria um sinal de fraqueza no combate ao deficit e conduziria inevitavelmente a um aumento dos juros da dívida.

Poderá ser, mas a realidade é que quase em simultâneo com o anúncio destes “bons resultados” foi emitida dívida no mercado primário a juros recorde. Pergunto eu:

- Onde estão as boas notícias?

Certamente os Senhores da Política dirão:

- Pois é mas estes “bons resultados” não tivessem sido conseguidos, teríamos aí a intervenção do Fundo de Resgate Europeu e do Fundo Monetário Internacional e portanto a”boa notícia” foi que afastámos essa hipótese.

Mas a realidade é que as pressões sobre Portugal para que solicite a intervenção externa aumentam diariamente apesar dos “bons resultados” e vêm de todos os lados, começando pela nossa vizinha Espanha e acabando no poderoso eixo Franco-Alemão.  Quando em Abril o Fundo de Resgate Europeu e o Fundo Monetário Internacional intervieram na Grécia, fiquei desde logo convencido que a sua intervenção em Portugal era uma questão de tempo, nomeadamente porque tínhamos passado demasiado tempo a negar a crise em lugar de enfrentá-la. Quando foi aprovado o Orçamento Geral do Estado, longe de supor que essa seria a solução para o problema e que assim se evitaria a intervenção Fundo de Resgate Europeu e do Fundo Monetário Internacional, fiquei convencido que a mesma intervenção se estava adiada para o final do primeiro trimestre de 2011 quando fossem conhecidos os primeiros dados da execução orçamental. Erro meu! Neste momento, e comparando o que se pode ler na imprensa internacional sobre as pressões exercidas sobre Portugal e as declarações dos lideres da França e Alemanha com as que foram proferidas nos dias que antecederam a intervenção na Irlanda, muito me admiraria terminasse o mês de Janeiro sem que esteja decidida e em fase de execução a intervenção do Fundo de Resgate Europeu e do Fundo Monetário Internacional.

Pergunto eu:

Quais são as boas notícias?

Uma dúvida me assalta, se na realidade haverá “bons resultados” ou se estes são só virtuais?

É que de uma coisa estou certo, face ao que atrás fica escrito, as “boas notícias” essas sim são virtuais dignas de um Primeiro-Ministro que governa não o país real mas um país que só ele conhece quiçá na Second Life como aliás já referi aqui em Outubro de 2007.

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 19:25
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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Megalomanias

 

Nota introdutória – Gostaria de referir antes de abordar o tema, que não vou utilizar informação privilegiada mas única e exclusivamente dados de conhecimento geral.

 

Todos sabem que neste último ano, a Escola Secundária D. Sancho II de Elvas, tem estado sujeita a uma profunda remodelação. Justa e necessária, já que as suas instalações têm meio século de idade. Até aqui tudo bem e aplaude-se.

O que é que está mal e eu condeno veemente? Os luxos desnecessários. Eu explico.

A partir do momento em que a Escola comece a trabalhar em pleno, todas as salas, gabinetes, corredores e até o antigo ginásio (agora recuperado), são climatizados.

Quando se olha para os equipamentos de ventilação e climatização que estão a ser instalados, as áreas cobertas a serem climatizadas, pode-se fazer uma pergunta legítima: qual vai ser o consumo de energia eléctrica necessário para por todo o sistema a trabalhar?

As escolas têm todas orçamentos muito reduzidos e que por vezes dão à justa para pagar a água, luz, comunicações e gás que gastam no dia-a-dia. O pouco que sobra mal dá para o papel que se consome.

Feitas bem as continhas, o orçamento de um ano não vai chegar para pagar só a energia gasta na ventilação e aquecimento agora instalados. Assim sendo, presumo que os ditos equipamentos, depois de serem postos a trabalhar para ensaios, nunca mais vão ser utilizados por falta de verba.

Porque é que se instalaram então tais equipamentos? Será que houve interesses comerciais na opção? Será que alguém recebeu ”luvas” para assinar tal projecto?

Dirão alguns que os regulamentos assim o exigem. Muito bem. E com que direito se fazem regulamentos para um país com uma economia débil como se de um país rico se tratasse? Claro que e mais uma vez convinha a alguém que tais regulamentos fossem aprovados.

Estamos loucos! Muito loucos mesmo. O problema está em que somos todos nós a pagar as loucuras de alguém.

De outros luxos poderia falar, mas só de pensar neles deixa-me mal disposto.

Megalómanos!!!

 

Jacinto César

 

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Tasca das amoreiras às 19:04
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

Chamem a polícia!

É autenticamente um crime que se está a cometer e que necessariamente é um caso de polícia, por abandono, negligência grave e atentado ao património histórico português. Estou-me a referir ao que se passa no Forte da N. S. da Graça.

A semana passada desloquei-me ao referido forte para o dar a conhecer a uma pessoa que mostrou interesse nisso.

Já há uns meses que lá não ia e o que vi deixou-me desolado. Mais, triste! Muito triste mesmo. Se já então o portão principal se encontrava aberto, o portão que dava acesso ao reduto central, mantinha-se fechado, protegendo este, de actos de vandalismo. Agora não! Toda a gente tem livre acesso às entranhas mais profundas da Obra Maior da Arquitectura Militar Portuguesa.

Um crime grave, muito grave mesmo! E de quem é a culpa? É de todos e de ninguém, como sempre. Nossa inclusive, e estou-me a referir ao cidadão comum, que nada faz para contrariar o destino trágico a que está votado o Monumento Nacional.

Os primeiros grandes culpados em minha opinião, são os nossos governantes que permitem tal descalabro. Depois são os militares que recorrem a todas as estratégias para realizar dinheiro, mesmo que se tenha que ceder uma parcela da nossa memória. Finalmente todos nós somos culpados, porque sendo o nosso povo o campeão da maledicência e do protesto, se esquece que também temos o dever cívico de defender aquilo que é NOSSO.

É criminoso o que se está a passar.

E o que é que se pode fazer? Por o Estado em tribunal.

Se o comum dos cidadãos é obrigado a fazer obras em prédios dos quais é proprietário, porque cargas de água o Estado não deveria ser obrigado a fazer o mesmo?

Porque não, um grupo de cidadãos de Elvas, não apresenta uma queixa judicial contra o Estado Português?

Deixo aqui a ideia. Daqui a uns dias voltarei ao assunto.

Por fim, gostaria muito de saber a opinião nos nossos autarcas sobre o assunto, que não podendo fazer nada, tem o dever de pressionar o poder central para resolver tamanha calamidade.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 16:18
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Ano Novo, vida nova?

Antes de mais um Bom Ano de 2011 para todos.

 

Quanto à vida nova, bem, nova sim mas para pior. Por muito optimista que seja, e sou, não vejo nada de bom para o ano que agora começa. Os males de que sofremos (o País, claro) continuam a existir e não se vê uma cura a curto prazo, antes pelo contrário, ir-se-ão agravar. Mas lá iremos. Por agora vou-me referir a dois casos locais que me fizeram confusão nestes últimos dias.

1 – Por razões que não interessam, passei a viver há uns meses a esta parte no Centro Histórico e tenho-me vindo a aperceber de coisas inconcebíveis.

Na semana entre o Natal e Ano Novo apareceram pelo centro da cidade um grupo (penso eu) de vândalos que se entreteu a vandalizar automóveis. A mim calhou-me a pintura da traseira do carro com um spray vermelho (estou agradecido ao menos por não ter sido de verde ou azul, já que sou benfiquista). Houve tratamentos para todos os gostos. E onde pára a polícia? Não faço a mínima ideia já que os não vejo em lado algum. Pode-se fazer o que cada um quiser e lhe aprouver. Claro está que este meu desabafo não quer beliscar de modo algum os Agentes da corporação, mas sim as políticas seguidas no campo da segurança. Estes fazem o que podem e que lhes deixam fazer. Os OBJECTIVOS a cumprir são de outra natureza que não o da segurança de proximidade. É lamentável o que se obriga a fazer a um punhado de Homens bons em nome do cumprimento de objectivos de alcance muito duvidosos. Não queria estar na sua pele.

 

2 – Infelizmente este segundo apontamento é também dirigido às autoridades policiais, não sabendo bem a que competia intervir no caso que a seguir descrevo.

Faltavam aí uns dez minutos para as catorze horas de hoje, quando ao entrar para o carro ouvi uma série de sirenes que me pareceram de bombeiros ou ambulâncias. Não liguei ao assunto já que é uma coisa que acontece com frequência.

Como me deslocava para a escola, quando cheguei ao viaduto deparei com uma fila grande de carros que não andavam ou andavam muito lentamente. Fui levado na corrente até chegar próximo da Senhora da Nazaré e aí apercebi-me que tinha havido um acidente de viação. Aquilo que consegui ver, eram 2 ambulâncias e um carro de desencarcerando dos Bombeiros e depois um carro que me pareceu estar a arder. Lá fui andando a passo até chegar junto da rotunda do Tribunal. De verdade tinha sido um acidente e o trânsito estava caótico. E quem estava ao comando desse mesmo trânsito? Um bombeiro cheio de boa vontade! Polícia ou GNR nada. Nem vê-los. Não sei a quem pertence a jurisdição daquele local, mas alguém deveria estar presente. Quando consegui finalmente ultrapassar o engarrafamento já deveriam ter passado pelo menos vinte minutos da hora em que ouvi as sirenes. Tão pouco sei quanto tempo ainda passou até as autoridades chegarem. Mas será que não é uma situação bizarra aquilo a que muita gente assistiu? Se calhar estavam a tentar cumprir os objectivos que são obrigados a cumprir.

 

Mais uma vez quero aqui referir que nada me move contra os agentes da lei. Compreendo a sua situação e lamento-a. Mais, acho que nos tempos que correm, é preciso ter muita coragem para que qualquer homem ou mulher sigam esta carreira, sabendo à partida as humilhações a que vão estar sujeitos e os problemas que vão enfrentar, já que as políticas a que estão sujeitos serem incomparavelmente mais perigosas que os bandidos que andam por aí à solta.

 

Jacinto César     


Tasca das amoreiras às 16:05
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