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Sábado, 31 de Julho de 2010

Os parabéns da concorrência gráfica

Caros Colegas e Concorrentes (Venancivs e irmão Iacintvs)

 

O Blog "Tricas com História", embora estando encerrado para Férias (são apenas três meses...), não pode deixar em branco esta data comemorativa de 31 de Julho de 2010.

 

 

Para além dos tradicionais Parabéns e o desejo de Longa Vida, vem associar-se à "Festa", relembrando aqui as origens do vosso BLOG.

 

 

 

 

Um anónimo chamado César, Júlio César (onde é que eu já li isto?)

 


Tasca das amoreiras às 17:25
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E já lá vão 3 anos

Contra ventos e marés, 916 posts e 9438 comentários depois, entramos no quarto ano. Ainda parece que foi ontem que pensámos no assunto e nos interrogávamos se valeria a pena.

Não vou mentir dizendo que nunca pensei em acabar com tudo. É verdade que muitas vezes fiquei desmoralizado, aborrecido e por vezes até zangado e a vontade que tinha era “mandar tudo às urtigas”. Mas depois de pensar melhor, foi precisamente os que disseram mal de nós e que muitas vezes nos ofenderam nos deram forças para continuar e a prova disso são as quase 250000 visitas nestes 3 anos. Sem querer menosprezar os companheiros bloguistas de Elvas, somos os mais lidos de todos e isso faz com que continuemos e tenhamos forças para continuar a “bater” em todos e a sermos “massacrados” também por todos. Mas é assim, quem anda à chuva, molha-se e nós apanhamos grandes molhas.

Para não me alongar mais, não queria terminar sem um MUITO OBRIGADO a todos aqueles que no dia-a-dia nos apoiam, principalmente àqueles que se manifestam pessoalmente.

Um Obrigado àqueles que mesmo discordando das nossas ideias e opiniões fizeram comentários decentes e honestos.

Por fim um obrigado à grande maioria que se chamam Anónimos e que fizeram deste blog um campo de batalha, do qual não somos vistos nem achados.

 

Um Obrigado a todos.

 

Jacinto César   


Tasca das amoreiras às 01:02
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Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

E porque não pensamos um pouco?

Eduardo Prado Coelho antes de falecer escreveu este artigo que foi publicado no jornal o “Público”. Li-o agora e deveras que fiquei impressionado com a sua lucidez. Politicamente não concordava com ele, mas se nos abstrairmos dos políticos mencionados e fizermos uma introspecção, quantas vezes na nossa vida apontámos o dedo a nós próprios em lugar de o apontar aos outros? Quantas vezes nos queixamos que o nosso filho se perdeu por causa das más companhias e admitimos que afinal o nosso filho é que é a má companhia dos outros?

Sem me alongar mais, deixo-vos aqui o texto e o pedido de que meditem nele.

 

Jacinto César

 

Precisa-se de matéria prima para construir um País

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia,
bem como  Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão
que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda
sempre  valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude
mais apreciada do que formar uma família
baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais
poderão ser vendidos como em outros países, isto é,
pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal
E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares
dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,
como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil
para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque
conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo,
onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo  nas ruas e, depois,
reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem  que
é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis
que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe  média
e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços,
ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada
finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro
e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas,
mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,
melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem
corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português,
apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim,
o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas,
mas falta  muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita,
essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui
até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana,
mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates,
é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje,
o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor,
mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a
erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,
nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei
com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece
a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados,
ou como queiram, seguiremos igualmente condenados,
igualmente  estancados... igualmente abusados !
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa
a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos,
a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses
nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável,
não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco,
de  desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?... MEDITE  !


Tasca das amoreiras às 00:01
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Centro de Saúde de Elvas – A confusão

Ontem fui ao Centro de Saúde com a única finalidade de obter uma receita. Como não tenho médico de família há anos, dirigi-me lá, no dia anterior, para saber o que tinha que fazer.

Foi-me indicado que deveria ir lá no dia seguinte às 3 da tarde para obter uma consulta do dia. E eu assim fiz. Apresentei-me às duas. Foi-me dito então que as consultas das 3 da tarde já estavam completas e que era o terceiro das 4 horas. Perguntei naturalmente se me poderia ausentar naquelas duas horas que faltavam. Não senhor, se sair perde a vez. E lá tive que gramar as duas horas de espera e mais uns cigarros para passar o tempo.

O ano passado e mais ou menos por esta altura e precisamente para o mesmo efeito fui ao Centro de Saúde. Estava lá então um aparelho todo sofisticado em que introduzíamos o cartão e a máquina lá nos dava uma senha em que constava o módulo a que tinha que me dirigir. Melhor, até me tratava pelo meu nome e tudo. Pensei cá para comigo: estamos a evoluir.

Passado este ano, o dito aparelho habilidoso já lá não se encontrava e tudo se processava à moda antiga.

Eu, graças a Deus não estava doente e como tal, mesmo contrafeito, lá me sujeitei à espera. E se for uma mãe com uma criança? E se for um idoso? E se for uma pessoa que necessite mesmo de atendimento prioritário?

Não consegui entender o funcionamento do sistema.

Como as salas de espera são como os barbeiros, havia por ali conversas sobre o assunto. Ouvi uma que me preocupou e que fui confirmar a sua veracidade. Nesse mesmo dia de manhã, os médicos de serviço não compareceram. O Director do Centro que em princípio não dá consultas lá foi em socorro dos mais impacientes ou dos mais necessitados?

Mas afinal como é? Evoluímos ou estamos a andar para trás? Ou será que por ali ninguém manda? Ou os que deveriam obedecer estão-se nas tintas para os doentes?

Claro que já lá havia alguém a preencher o livro das reclamações. Será que vale a pena? E se todos fizéssemos o mesmo: protestar?

Haja saúde ou então os que vos posso desejar é que Deus nos salve!

 

Jacinto César    


Tasca das amoreiras às 01:41
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

Faz hoje dois anos

 

É verdade, já se passaram dois longos anos desde que a Carolina partiu.

E também é verdade que ainda hoje não me conformo com a ideia de a ter perdido.

Entre os homens praticam-se todos os dias muitas injustiças. Ela foi vítima da injustiça Divina.

Tanta gente que por aí anda e cujo objectivo é fazer mal aos outros. Nada lhes acontece. ELA, Mulher, que jamais fez mal a quem quer que fosse, que ajudava quem podia, teve que de uma forma inesperada ser chamada.

Ainda hoje não me conformo!

Ainda hoje sinto raiva!

Tenho muitas saudades Dela! Espero que esteja melhor do que aqui na Terra, esteja lá onde estiver.

 

Elvas, 28 de Julho de 2008

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:00
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Terça-feira, 27 de Julho de 2010

António Oliveira Salazar

 

Um dos meus defeitos é arranjar lenha para me queimar, ou como os meus amigos costumam dizer, ponho-me a jeito. Já assim nasci e já não tenho cura.

 

Hoje gostava de escrever sobre o Prof. Oliveira Salazar por vários motivos e que passo a citar:

 

1 – Eu como já estou farto de dizer de economia não entendo “pevides” e os economistas têm o condão de me baralhar! Tão depressa é branco como de seguida é preto e isto se não aparecer um terceiro a dizer que é cinzento. Agora ouvir um reputado economista americano dizer alto e bom som que os métodos económicos que Salazar utilizou para pôr o país de pé durante a crise eram os melhores para combater a presente crise mundial é que me deixou de boca aberta.

 

2 – Que o velho professor era uma pessoa trabalhadora, honesta, exigente (até consigo próprio) e que não permitia regabofes como os que existem hoje, toda a gente sabe, mesmo aqueles que por uma questão política digam o contrário (mesmo que o não pensem).

 

3 – Confrontado pelo jornalista que entrevistou o economista com a pergunta sobre o facto de ser um ditador, o dito economista limitou-se a dizer que Salazar de ditador era somente um aprendiz.

 

4 – Este fim de semana dois jornais semanários resolveram pôr em destaque o facto de fazer 40 anos da sua morte e divulgar algumas particularidades do velho “ditador”. Mais uma vez fiquei espantado como é que “deixaram passar” tais artigos, já que presumo que hoje o lápis azul é muito mais ríspido que o do “António”.

 

5 – O meu coração fica espantado do como hoje já é possível dizer-se quase bem do “velhote”. Hoje até se diz que se Álvaro Cunhal se estudou direito em Peniche e depois de lá conseguiu fugir foi com o beneplácito de Salazar.

 

6 – Eu ainda vivi uns anos debaixo do guarda-chuva do Estado Novo. Nunca tive problemas, mas ouvia dizer que ele ou alguém por ele faziam algumas patifarias pouco dignas de um governante. E os actuais são melhores? Não! São piores em TUDO. Somente podemos dizer aquilo que queremos e nos apetecer. É verdade! E que ganho eu com isso?

 

7 – Para finalizar um conselho: não me inundem os comentários a chamarem-me fascista, porque se ser honesto, trabalhador, com sentido de ética (o que é isso?) e de moral, pela lei e pela ordem, pela justiça, é ser-se fascista, então EU SOU!

 

PS – Quanto á morte do General Humberto Delgado, é melhor perguntarem ao candidato a Presidente da República, Manuel Alegre, que conte o que aconteceu!

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:00
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

A Euro Cidade – Sim ou Não?

 

Todos nós os mais velhos se recordam de Lisboa nos anos 60 do século passado e do aparecimento dos primeiros dormitórios de Lisboa: a Damaia, a Buraca, a Amadora e S. António dos Cavaleiros do célebre J. Pimenta.

Por esses anos uma tia minha acabou por ir parar à Damaia pelo facto de ter ficado viúva e o filho aí morar. Como o meu pai só tinha um mês de férias e nós 3 (eu e o meu irmão) íamos lá parar durante grandes temporadas. Consigo ainda recordar-me como era o ambiente da Damaia.

Montanhas de prédios, lojas de bairro e ninguém nas ruas. Por essa época brincávamos na rua com a mesma tranquilidade como se em Elvas estivéssemos.

Pela tardinha era passeio quase certo descermos pela rua principal e irmos até à estação da CP ver as pessoas achegar e ao mesmo tempo esperar-mos pelo nosso primo que mais comboio menos comboio acabaria por chegar. Tempos bons para nós, mas muito maus para quem trabalhava em Lisboa, já que quando chegavam a casa era tempo de comer e ir para a cama pois no dia seguinte era outro igual de trabalho.

Isto vem a propósito da tão propalada euro cidade Elvas/Badajoz.

No último dia houve um comentador que falou nisso mesmo sem se preocupar muito. Elvas, nas suas palavras, só tem a ganhar. Montanhas de espanhóis a comprarem casa aqui e a fazerem a vida do outro lado. E quem lucra com isto? Os donos dos edifícios que se construíram e que estão vazios? E depois, vamos nós também a trabalhar para Badajoz, criar lá a riqueza e regressar todos os dias a Elvas para dormir? É isto que se pretende para Elvas?

Lamento, eu não ambiciono tal para a minha cidade. Nós precisamos é de investimentos aqui! Nós precisamos como pão para a boca de mais gente que aqui viva, mas que aqui trabalhe também.

Elvas como cidade ou cresce em habitantes ou morre! Não há aqui situações intermédias. A bola de neve tanto dá para ir crescendo como para se ir desfazendo. Nós estamos nesta fase. Estamos a desmantelarmo-nos ás pinguinhas.

Veja-se o número de alunos do 1º ciclo: em queda! E do 2º e 3º ciclos? Em queda! E no secundário? Em queda! E que significado tem isto? Há menos pessoas. Há uma dúzia de anos haviam em Elvas cerca de 500 professores de todos os ciclos. E hoje, mesmo tendo diminuído o número de alunos por turma, não chegam a 300. Isto significa que numa dúzia de anos perdemos só nesta classe 300 pessoas que na prática serão quase mil pois as famílias também foram embora. Significa que foram menos 1000 bocas a consumir e que por sua vez arrastaram outros sectores e estes arrastaram outros numa sequência imparável. Vão restando os velhos, as instituições que deles tratam, os trabalhadores da autarquia e todos ou outros que são necessários.

Só que os velhos também morrem!

Caros amigos, eu não acredito que venham tempos bons para Elvas, mas também não quero maus ventos.

Presumo que a autarquia pouco ou nada possa fazer por isto. Esta, pode até oferecer terrenos e até pode comparticipar na instalação das empresas que quiserem vir para cá produzir. Mas se os empresários não quiserem vir para cá o que é que se pode fazer? Obrigá-los a vir? Basta recordar que os próprios elvenses que têm capacidade para o fazerem não quererem. E não me venham com a ladainha que é por uma questão política. Isso é atirar areia para os olhos dos mais simples.

E de que estão à espera os outros elvenses para fazerem qualquer coisa? Reúnam-se, juntem o que têm e invistam na sua terra. Ah, já me esquecia de um pormenor: e quem é que ficava a mandar?

 

Jacinto César        


Tasca das amoreiras às 00:00
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

A Euro cidade Elvas-Badajoz

Já há muito tempo que se fala nesta possibilidade conjuntamente com a Euro-Região.

Este é daqueles temas sobre os quais cada um deve reflectir nos prós e contras.

Este é daqueles temas que são transversais a todos os partidos.

Este é daqueles temas sobres os quais possamos dizer sim ou não sem mais nem menos.

 

O nosso companheiro Zé de Mello tem sido o grande defensor de Elvas e Badajoz juntas numa só! Penso que lá terá os seus motivos e terá encontrado as vantagens de tal união. É o seu dever como cidadão ajudar que os outros entendam a situação. As suas opiniões serão sempre bem-vindas. 

 

Pela parte que me diz respeito e depois de me ir informando do que se passa noutras situações por essa Europa fora, entendo que não será a melhor solução. E porquê?

 

Vamos estabelecer um paralelo com outro tipo de associação: o casamento.

Temos duas pessoas que casam, sendo que as suas condições económicas e sociais são muito diferentes. Pode haver tudo aquilo que é normal num casamento: o amor, a amizade e tudo o mais. Como em todos os casamentos há dias bons e dias maus. Até que num dia mau, o poder do mais forte vem ao de cima e o inevitável “ou é assim ou está tudo acabado” acaba com a “sociedade”.

Voltemos a Elvas e Badajoz. Somos vizinhos desde sempre, mas não é por esse facto que devemos fazer o casamento. A diferença entre as duas é abissal e é fatal em que a mais forte faça prevalecer o seu poder. Quero com isto dizer que seríamos sempre subalternizados. E qual seria então o problema? Não passaríamos de mais um dos bairros periféricos de Badajoz. Perderíamos a identidade e a vida própria. Admito que ganharíamos em alguns aspectos, mas ficaríamos sempre a perder.

Um exemplo. Imaginemos que a partir de determinada altura todos os serviços de saúde passavam para a cidade vizinha tal como aconteceu com a maternidade. À primeira vista ficaríamos melhor servidos já que os hospitais de Badajoz têm todas as valências inerentes aos hospitais centrais. E onde perderíamos? Entre médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, pessoal técnico e administrativo, quantos trabalham no nosso hospital? Uma centenas talvez. Ou seja umas centenas de famílias de uma condição económica razoável entravam em debandada para outras paragens. Lembram-se dos despachantes de alfândega? Mas o desastre não ficava só por aqui, mas transformar-se-ia noutra bola de neve. Menos famílias implicam menos consumo e como tal menos comércio. Menos famílias representam menos crianças e como tal menos alunos nas escolas e como tal menos professores que teriam também que procurar outras paragens. Menos famílias, menos dinheiro a circular e como tal menos bancos ou os mesmos com menos funcionários. Penso que não é necessário continuar.

Em resumo, penso que uma associação com Badajoz a médio prazo nos transformará numa cidade fantasma. Muitas pessoas a virem aqui dormir, mas de dia as ruas desertas.

 

Não sou capaz de dar uma certeza de que tal não aconteceria, mas também e até agora não me convenceu do contrário.

 

Se as duas cidades fossem mais ou menos equivalentes em meios acreditava numa associação em que a cooperação mútua seria sempre uma mais valia. Mas com esta desproporção, não sei. Teremos talvez todos que pensar bem no assunto e medir as consequências.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:00
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

A pouca vergonha

Todos nós temos um orçamento familiar. Mais baixo ou mais alto, o que é certo é que temos que nos governarmos com o que temo. É vulgar e aceitável por vezes endividarmo-nos para adquirir um bem que de outra maneira seria impossível, como a casa ou um carro. Temos é que também contar neste casos se os custos mensais nos cabem no orçamento mensal. Assim sendo será uma dívida mais que aceitável. O problema surge quando os custos do endividamento suplantam o nosso orçamento. Aí entramos em crise.

Nestes últimos dias foi-me enviado um pedido para assinar uma petição. Estive a lê-la com muita atenção e fiquei escandalizado. Qual é a moral que um governo nos mande apertar o cinto quando eles fazem exactamente o contrário? Como é que é possível aumentar as despesas duma forma galopante e falharem de uma maneira escandalosa aquilo que está orçamentado?

Não me venha com a história dos funcionários públicos, dos reformados os com o descontrole do orçamento para a saúde. Em que rubricas orçamentais é que o governo falhou? Nas próprias despesas de funcionamento do governo. Leiam com atenção o texto e vejam as disparidades entre o orçamentado e os falhanços. Inadmissível.

 

Jacinto César  

 

Exmos. Senhores Presidente da República, Primeiro-Ministro, Representantes do PSD e CDS,

Boa tarde, Peço desculpa antes de mais pois os Senhores são os únicos contactos políticos de quem tenho endereços de e-mail.

Para vosso conhecimento (e despertar das vossas consciências cívicas) os quadros em anexo do qual é possível constatar que andarão a "brincar" com o dinheiro dos contribuintes, ou seja:
Em 2010, Teixeira dos Santos inscreveu no OE 14.048 milhões de euros de "despesas Excepcionais", presumindo-se (pelo exemplo do ano anterior) que não aplicará a totalidade essa verba (pois "só" usou 3.266 dos 23.258 milhões orçamentados milhões).

Sendo assim, porque razão exige-se aos portugueses 1.700 milhões de euros de esforço acrescido em impostos directos e indirectos, quando pode aplicar esta rubrica orçamental?
Só há uma qualificação (mínima) para mim: Abuso de Poder e desonestidade intelectual e política!
Agrava-se o fosso entre os mais ricos e os mais pobres, há empresas que fecham diariamente e a classe média e média baixa (a única que não tem benefícios fiscais nem pode fugir ao Fisco, nem abrir contas na Suíça em nome de primos motoristas) vê-se cada vez mais em dificuldades para gerir os seus orçamentos domésticos, sem falar no aumento da criminalidade fruto do desemprego.
Qualquer dia aplica-se o artigo 21.º da Constituição: Direito de Resistência ao pagamento de impostos.
Por outro lado, é preciso perguntar e saber do Governo:

 
1. Por que razão os Serviços de Apoio e Coordenação, Órgãos Consultivos e outras entidades da PCM (Presidência do Conselho de Ministros) custaram ao erário público mais € 1.612,846,40 do que estava orçamentado?

 
2. Por que razão o Gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros custou ao erário público € 651.784,29 a mais do que estava orçamentado?

 
3. Por que razão a Cooperação e Relações Externas do Ministério referido no número anterior custou € 20.902.823,71 a mais do que estava orçamentado?

 
4. Por que razão os Serviços Gerais de apoio, estudo, coordenação e cooperação do Ministério das Finanças custou € 3.746.830,11 a mais do que estava orçamentado?

 
5. Por que razão o Ministério da Defesa Nacional custou € 107.182.211,83 a mais do que estava orçamentado?
6. Por que razão os Serviços Gerais de apoio, Estudo e Coordenação do Ministério da Administração Interna custaram mais € 31.153.248,77 do que estava orçamentado?

 
7. Por que razão os Serviços Gerais de Apoio, estudo, coordenação, controlo e cooperação custaram ao erário público mais € 61.665.573,38 do que estava orçamentado?

 
8. Por que razão os Serviços de Investigação, Inovação e Qualidade (dos produtos chineses? a troco da venda dos Airbus para a Air China?) custaram mais € 4.734.750,00 do que estava orçamentado?

 
9. Por que razão os Serviços Gerais de Apoio, Estudos, coordenação e Cooperação do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território custaram mais € 2.385.979,44 do que estava orçamentado?

 
10. Por que razão os Serviços na Área do Ambiente do ministério atrás referido custaram € 2.910.347,58 a mais do que estava orçamentado?

 
11. Por que razão o Gabinete do Membro do Governo para a Educação custou mais € 222.539,87 do que estava orçamentado?

 
12. Por que razão os Serviços Gerais de Apoio, estudo, coordenação e cooperação custaram mais € 71.225.597,71 a mais do que estava orçamentado?

 
12.1. Será por isso que não se valoriza a carreira docente neste País?

 
13. Por que razão o Gabinete do Membro do Governo com os pelouros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior gastou mais € 22.448,44 (é nos tostões que se poupam milhões, para quem seja e não seja economista...)

 
14. Por que razão os Serviços Gerais de apoio, estudo, coordenação e cooperação desse mesmo Ministério do Ensino Superior (numa clara duplicação de despesa pois não faz sentido que esteja separado da Educação, tendo nós dois Ministros para o mesmo Ramo, como se fôssemos um País economicamente saudável...) gastaram mais € 440.519,78 do que estava orçamentado?

 
14.1. Recordando, a propósito, que o que estava orçamentado era, "simplesmente" € 10.181.000,00...

 
15. Por que razão os Serviços de apoio central e regional, estudos, coordenação e cooperação do Ministério da Cultura gastaram mais € 2.486.066,24 do que estava orçamentado? E que já eram € 26.833.099,00.

 
16. Por que razão a Presidência da República gastou exactamente o mesmo que estava orçamentado?

 
16.1. Dado que estamos numa situação insustentável, não caberia ao mais alto magistrado da nação fazer um esforço de poupança, quando é isso que se pede aos portugueses e os obrigamos a pagar ainda mais impostos?

 
Para finalizar, por agora, mais 5 perguntas:

 
A) Por que razão o Orçamento do Estado (v.g., Encargos Gerais e Ministérios) sofre um agravamento das despesas na ordem dos 25% (!!!)?

 
B) Por que razão entre 2008 e 2009, na Conta Geral do Estado ocorreu um aumento da despesa da Assembleia da República de 74%(!!!)?

 
C) Quanto é que nos custou a última visita do Papa? É verdade que foram 75 milhões de euros?

 
D) Quanto é que custaram as comemorações dos 25 anos de adesão à CEE?

 
E) Por que razão não inibem as pessoas que tenham recebido subsídios públicos e, entretanto, apresentado pedidos judiciais de insolvência, de voltar a receber novos subsídios?
Enquanto aguardo resposta a todas as questões suscitadas, fica à consideração da vossa consciência:
É preciso ter vergonha na cara e explicar (cêntimo a cêntimo) a verba 60 "Despesas Excepcionais" inscritas no Orçamento do Mi(ni)stério das Finanças!

É preciso ter vergonha na cara e suspender este abusivo aumento extraordinário de impostos!
É preciso ter vergonha na cara e começarem a apresentar (e publicitar) a vossa declaração anual de património e não apenas de rendimentos!

É preciso ter vergonha na cara e responsabilizar pessoalmente quem gasta mais do que está orçamentado!
É preciso ter vergonha na cara e não andar a salvar bancos só porque alguns familiares de políticos importantes são accionistas e poderiam perder os seus "legítimos" rendimentos!
É preciso ter vergonha na cara e não ser conivente com os aumentos das despesas dos gabinetes ministeriais.
E responsabilizar, pessoalmente, os Ministros (incluindo o PM), obrigando-os à devolução do diferencial, por conta do abatimento de capital da dívida pública.

É preciso ter vergonha na cara e acabar com representantes da república e governadores civis que nos custam mais de 600 milhões de euros ao Orçamento de Estado. É o que dá ter tantas auto-estradas (um País tão rico em termos de construção civil e obras públicas) que fez com que deixasse de se justificar a existência de governadores civis (o Ministro da Administração Interna poderá ir mais para fora do Terreiro do Paço, cá dentro); sendo certo que por outro lado, os madeirenses e açorianos não necessitam de tutores da República, podendo as suas funções ser exercidas pela Assessoria Jurídica no Palácio de Belém.

É preciso saber qual foi a receita fiscal da venda dos computadores Magalhães para a Venezuela, já que, estranhamente, tivémos um Primeiro-Ministro a fazer publicidade dos mesmos numa Cimeira Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo.

 
Não admira as sucessivas notações negativas das agências de rating.

O meu lamento por um País que eu amo e está eternamente adiado pois aquilo que é público passou a colectivo (de alguns), sendo que todos pagam por tabela.

A vossa falta de visão estratégica e a conivência (passividade é cumplicidade) perante este estado de coisas é confrangedora.

 Dêem o vosso lugar a quem queira, de facto, mudar "isto" e colocar os interesses gerais acima dos particulares.

 
Com cumprimentos,

 
Pedro Sousa"


Tasca das amoreiras às 00:00
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010

Os gémeos

Já há uns tempos atrás que escrevi aqui que José Sócrates e Pedro Passos Coelho pareciam clones. Afinal PPC é ainda pior que José Sócrates. Se deste vem chuva, do primeiro vem tempestade pela certa. Se José Sócrates é um neo-liberal, Passos Coelho é um radical. Ontem li algures que se não for a esquerda representada por Paulo Portas e Jerónimo de Sousa não se sabe bem onde o país irá parar.

Passos Coelho propõe uma reforma da Constituição. José Sócrates vai estudar as propostas do primeiro. E entre várias coisas, o que é que Passos Coelho propõe:

1 – Liberalizar os despedimentos, ou seja, qualquer um pode ser despedido sem justa causa, bastando para tal o “patrão” não ir com a cara do empregado. Mulheres cuidem-se e preparem-se para o que vos poderá acontecer se se recusarem a satisfazer os caprichos dos patrões.

2 – Onde a Constituição diz que a saúde é tendencialmente gratuita, esta passará a ser paga em função dos rendimentos de cada um. Onde é que eu já ouvi esta conversa? Ah, já me recordo. Dantes quando os meus filhos andavam a estudar no colégio também era assim. Eu como funcionário público e tinha que declarar todos os meus rendimentos tinha que lhes pagar a educação. Tudo bem! O problema estava naqueles que já fugiam ao fisco e quando chegavam ao fim do ano lectivo recebiam o cheque vindo do Ministério da Educação por serem mais “pobres” que eu. Sobre isto fico-me por aqui.

Com a saúde paga, quem é que se vai tramar? Mais uma vez a classe média. E porquê? Os pobres coitados nem para comer têm quanto mais para se tratarem. Os ricos não vão para hospital público! Vão para clínicas finas. E se fizerem artimanhas nos impostos, ainda vão receber algum. E a classe média? Como é que vai ser? Vai deixar de comer para se tratar? É isto que PPC quer?

Por acaso lembram-se de um certo Manuel Damásio que foi presidente do Benfica? Pois, o tal que sendo rico ainda recebia subsídios do estado? Quantos destes iremos ter?

Vamos esperar para ver e se eventualmente houver uma Revisão Constitucional esta vai a referendo? Ou será que mais dia, menos dia vai por aí aparecer uma ETA?

Esperemos que haja bom-senso.

 

 

PS – Já agora gostava que lessem este diálogo edificante entre dois elvenses sobre a minha pessoa e que ocasionalmente encontrei num blog cá da terra.

 

De Zé de Melro a 2 de Julho de 2010 às 16:05

Ex.º Senhor(a):

Isto não é nada consigo mas permita-me o desabafo - o blog "Tasca" ao qual já chamaram "Rasca" meteu-se comigo como já se tinha metido com o Quinho e a resposta é contundente, quase violenta!

Não deixem de ver como eu, um ex-caixeiro do comércio sou obrigado a responder a um intelectual!

 

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De CASTELO a 2 de Julho de 2010 às 16:18

Eu a não ligo a bêbados e muito menos a incompetentes que passaram para os quadros do ministério da educação por cunhas e padrinhos foi colocado na escola secundaria sabe-se muito bem por quem este é outro socartes que tem diploma de merda por isso vê-se no estado em que está a educação é de burros para cima por isso eu não passo cartão a merda merda dessa para mim não vale nada deixem-nos ganir que só sabem é ganir e gurnir.

 

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 00:00
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