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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Hoje fiquei de telha

Sem desprimor para a equipe “inimiga”, fomos uma vergonha.

 

Carlos Queiroz é professor e não treinador. Que regresse a uma escola para não nos deixar mais deprimidos. Scolari, regressa!

 

Cristiano Ronaldo é o quê? O melhor de onde? Uma picareta nas mãos era pouco como castigo. Eu fui avaliado de “Bom” e como tal continuo a poder trabalhar! Tu foste avaliado de “Mau”. Desemprego e condenado a sobreviver com o rendimento social de inserção.

 

PS – E agora Sr. Primeiro-Ministro? Eu compreendo a sua preocupação com a derrota de Portugal. Agora o Zé Povo já vai voltar a abrir os olhos e espero eu que não lhe dê um minuto de tranquilidade. Cá por mim podia já demitir-se e evitávamos esta agonia sem fim.

 

Jacinto César   


Tasca das amoreiras às 00:00
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Terça-feira, 29 de Junho de 2010

Políticos e políticas

Cada vez ando mais longe dos políticos e cada vez mais não acredito neles.

O ano passado critiquei aqui o facto de se fazer no Crato algo que em Elvas não se conseguia fazer. Já há muitos anos que ali me deslocava ver espectáculos que seriam quase impossíveis aqui na nossa terra. Ia eu e muita gente.

Recordo-me de aqui ter levantado o problema sobre a forma de financiamento de tão grande evento.

Entretanto e como é do conhecimento geral, houve eleições autárquicas e o grande obreiro desde evento perdeu as eleições. Quem as ganhou, durante a campanha eleitoral, fartou-se de criticar o evento e chegou a pôr-se em causa se daí para a frente haveria até dinheiro para pagar os vencimentos dos trabalhadores.

Eu perante os argumentos então apresentados até achei natural, mas para desgosto de muita gente, que se pusesse fim à “festa”. Conformei-me!

Espanto dos espantos, há uns dias atrás soube que afinal o festival estival continuaria, e até se anunciava entre outros, os UB40 e os Amália Hoje. Fiquei pasmado. Então antes não havia dinheiro e agora já o há outra vez? Há aqui qualquer coisa que não bate certo, mas só possível pela demagogia dos políticos e os contorcionismos que só eles são capazes de fazer.

Perante estes factos, venha lá a festa!

 

PS – Aquilo que aqui vou escrever de seguida carece de confirmação. Limito-me a vendê-la pelo preço que a comprei.

Foi-me garantido que a PSP de Elvas tem cerca de 15 viaturas, mas só 1 ou 2 é que funcionam pois não há dinheiro para as arranjar (dizem-me que essa reparação é feita em oficinas próprias da PSP de Portalegre). A ser verdade, como é que é possível que tal aconteça? E a ser verdade gostaria também de saber se em Portalegre (Comando Distrital) a percentagem de viaturas em circulação é igual à de Elvas? Sabem? Sou muito desconfiado em relação a tudo que vem da nossa querida capital de distrito.   

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:00
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

Santa desgraça de cidade

 

 

Sexta-feira actuou no Jardim Municipal a Banda Sinfónica da PSP. O programa era apelativo e a orquestra de boa qualidade.

Resultado: se retirarmos os polícias de Elvas, as suas famílias e os convidados, estaríamos perante um auditório quase vazio.

Pior foi o panorama do sábado. Actuou um grupo de música nostálgica chamado Lucky Duckies. Formado por quatro instrumentistas e dois vocalistas de grande qualidade interpretaram música americana da primeira metade do século passado. Como só eram seis ao todo e não trouxeram as famílias, deram o concerto mesmo em família. No prédio em que vivo moram mais pessoas que aquelas que assistiram.

Mas afinal que raio de população temos nós aqui em Elvas? Seguidores fanáticos do Tony Carreira? Fãs do Quim Barreiros? O será que gostam mais ainda do Zé Cabra?

Onde estava toda a gente que diz que a Elvas só vem pimbalhada? Poderiam ter dado a desculpa do futebol, mas ambos os concertos só começaram depois.

Quer-se uma cidade de turismo cultural onde a juntar ao património se possam juntar eventos culturais. E onde estão os cidadãos? Em casa a ver a novela.

Mas que cidade esta em que a única coisa que se sabe fazer com “qualidade” é cultivar a má-língua?

Em ambos os dias senti vergonha de ser elvense!

E viva a cultura!

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:00
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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

Pornografia social

 

Sei que irão dizer que lá está ele a dizer mais uma vez mal! E estou.

Todos sabemos o estado em que se encontra o nosso país. A crise aumenta. Muita gente começa a ter muitas dificuldades nas coisas mais básicas e que são a alimentação e o medicamentos. Isto é a realidade.

Hoje leio a seguinte notícia:

 

Portugal ganhou 600 novos milionários no ano passado!

 

Quem estiver nas condições que atrás referi e ler a notícia o que é que vai sentir? Eu imagino o que me passaria pela cabeça e do que seria capaz de fazer se não tivesse meios de governar a minha família. Perderia sem dúvida a cabeça.

 

É da gíria popular que há 3 crimes que moralmente são desculpáveis: assaltar um banco, roubar o estado ou falsificar dinheiro. Claro está que não estou aqui a fazer a apologia de qualquer destes crimes, mas que por vezes dá vontade de os praticar, lá isso dá!

 

Já aqui afirmei que está longe do meu pensamento a vontade de acabar com os ricos. Sempre os houve e hão-de continuar a haver. O problema está em não se acabarem com os pobres e não vejo maneira de isso acontecer, mas antes pelo contrário, estão a aumentar.

A própria classe média que “ia vivendo” está neste momento a ficar com a corda na garganta e a passar por dificuldades que jamais pensaram em passar.

E como vamos acabar com esta situação? Não sei, mas que algumas pessoas neste país precisavam de ser “ensaboadas”, lá isso precisavam.

 

Para terminar uma pergunta que deixo no ar: onde foram estes 600 portugueses arranjarem o dinheiro para ficarem milionários?

 

Jacinto César  


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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

Saramago

Eu sabia! Eu sabia no que ia dar se publicasse o que publiquei ontem. Apesar disso fi-lo em consciência e por uma questão de princípios.

Vou tentar responder aos comentários feitos.

1 – Nunca pus em causa Saramago o Escritor. No entanto gostaria muito se saber quantos dos aqui vieram “botar faladura” leram algum dos seus livros. Eu confesso que nunca consegui passar do princípio de qualquer livro escrito por Saramago. De qualquer modo, longe de mim criticar a sua escrita, já que me considero um analfabeto no tema. Aqueles que aqui vieram foi mais no sentido de defender os ideais do que a escrita.

2 – Já há muitos anos que não suportava o homem e por várias razões. A primeira pelo facto de por uma questão de birra ter ameaçado abdicar da nacionalidade portuguesa e tornar-se espanhol. Quem ameaça desta forma, não merece ser cidadão de Portugal (o mesmo se pode dizer de Maria João Pires).

Em segundo lugar pelo seu passado de comunista ortodoxo que jamais abandonou (sendo admirador de Staline, um dos maiores criminosos da história contemporânea). Mas se nunca abandonou essa ortodoxia, nunca deixou de usufruir dos prazeres do capitalismo.

Em terceiro lugar, porque ainda não me esqueci de que foi ele o “carrasco” de muitos trabalhadores do DN os quais foram saneados sem dó nem piedade aquando do PREC.

Em quarto lugar a provocação constante à Igreja Católica. Acho que aqui a Igreja até foi muito tolerante para com ele. Se fosse num regime islâmico teria acontecido o que aconteceu a Salman Rushdie quando publicou os Versículos Satânicos. Aqui em Portugal ignoraram-no.

 

É vulgar em Portugal, quando alguém morre, pôr em destaque as suas virtudes e qualidades mesmo quando estas não existiram. “Até era um bom tipo”, é o costume, mesmo tendo sido um grande pulha. Eu não embarco nesta tradição. Pulha em vivo, pulha depois da morte.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:05
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

Morreu um homem amargo e mau!

No dia em que Saramago morreu hesitei bastante de Haia ou não de escrever sobre o assunto. Se por um lado sentia muitas dificuldades em escrever sobre o defunto Prémio Nobel, por outro lado sabia que se o fizesse não seria “politicamente correcto” dado o facto de não gostar dele por vários motivos. Resolvi calar. Acontece que António Oliveira Martins escreveu aquilo que eu gostaria de ter escrito e não tive coragem. Ele teve e assim sendo deixo-vos aqui o seu escrito

 

Jacinto César

 

 

Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por tornar a sua Pátria amarga, como ele.

José Saramago, era de facto um homem mau. Provava-o a sua cara vincada incapaz de exprimir um sorriso, prova-o a sua escrita prenhe de ódio e crítica aos valores mais normais e caros à civilização que o viu nascer, valores esses que ele, com as suas ideias, suas declarações e sua obra,  renegou em Lanzarote. Será que no fundo, Saramago, para além do seu marcado azedume e soberba, tinha valores? Nunca o saberemos. 

Repito, José Saramago era um homem mau. Que o digam os seus colegas, que em pleno período revolucionário foram vítimas de saneamentos selvagens. O homem, nessa época, tinha o “estribo nos dentes”, e era imparável algoz como sub-director do Diário de Notícias. Tinha por desporto arruinar a vida de quem não era comunista como ele.

Foram 87 anos de infecundidade, travestida de um aparente sucesso, revelado pelos livros que vendeu, e pela matreira estratégia de marketing que o conduziu ao Prémio Nobel, em detrimento de outros escritores Lusos, genuinamente com mais categoria e menos maldade crónica do que ele. Penso, por exemplo, no insuspeito Torga.

Tentei ler dois livros dessa personagem, para com honestidade poder dizer que, para além de não gostar dele como pessoa, o não considerava como um bom escritor, e que ofendia na sua essência a cultura Cristã da nossa Grei. Consegui apenas ler um, e o início de outro. A sua escrita, para além de ser incorrecta, era amarga como as cascas dos limões mais amargos. A sua originalidade era, afinal, o sinistro das suas ideias; o que, convenhamos, é pouco original. É mais fácil ser sinistro, provocador e mau, do que ter categoria, e valor. Saramago optou pelo mau caminho, como sempre, o mais fácil. E teve aparentemente sorte, na Terra, que a eternidade pouco lhe reservará.

Fiquei contente quando ameaçou (apenas ameaçou, porque na realidade a sua vaidade não lho permitia praticar), nunca mais pisar solo Pátrio. Uma figura como ele, é melhor estar longe da Pátria que em má hora o viu nascer. Afinal de que serve a este Portugal destroçado, um Iberistra convicto, ainda para mais, estalinista? Teria ficado bem por essas ilhas perdidas de Espanha, não fosse uma série de lacaios da cultura dominante “chorarem” por ele, por aqui por terras lusas, alimentando-lhe a sua profunda soberba.

Para além da sua obra escrita, de qualidade duvidosa e brilhantemente catapultada por apuradas técnicas comerciais  que lhe conseguiram um Prémio Nobel da Literatura, (prémio com cada vez menos prestígio devido à carga política que contém), nada deixou em herança, para além de certamente muito dinheiro, o que é um contra-senso para um qualquer estalinista como ele. Mas a sua existência foi um perfeito logro. Foi uma existência desnecessária.

Saramago afastou-se da Pátria, e estou certo de que a Pátria, no seu todo mais puro, que não no folclore da "inteligentzia", não teve saudades dele. Foi uma bandeira da esquerda ortodoxa, e também da esquerda ambígua, essa do Primeiro-Ministro que nos desgoverna. Dessa mesma esquerda que decidiu usar o nosso dinheiro, para trazer em avião da Força Aérea Portuguesa, os seus restos inanimados para Portugal, a expensas de todos nós, e infamemente coberto com a Bandeira Nacional. Um Iberista, coberto com a Bandeira Nacional, que Saramago ofendeu vezes incontáveis, na essência da sua obra, e no veneno das suas declarações públicas. Era um relapso. Um indesejável.

Um homem que voluntariamente se afastou da sua Pátria, comentando-a de uma forma negativa no Estrangeiro, não é digno de nela entrar cadáver, coberto com a sua Bandeira. A bandeira de Saramago, era a do ódio, da arrogância, e da maldade praticada.

Mas os símbolos Nacionais estão hoje nas mãos de quem estão, e a representação das “vontades” Nacionais, está subordinada a quem está: à esquerda, tão sinistra como foi Saramago. Assim sendo, as homenagens que lhe fazem, incluindo os exagerados e ilegítimos dois dias de Luto Nacional, valem o que valem, e são apenas um acto de pura “camaradagem”, na verdadeira acepção da palavra. Quem nos desgoverna, pode cometer as maiores atrocidades, que ao povo profundo só resta pagar, e calar. Até ver.

Amanhã, Saramago mergulhará pela terceira vez nas chamas. A primeira, terá sido quando nasceu, e ao longo de toda a sua vida, retrato que foi de ódio e maldade pela sua imagem espelhados e espalhados; a segunda, terá sido quando o seu corpo ficou irremediavelmente inanimado, e estou certo de que entrou no Inferno, a confraternizar com o seu amigo Satanás; a terceira, amanhã, será quando o seu corpo inerte e sem alma, entrar para ser definitivamente destruído, no Crematório do Alto de S. João.

Será um maravilhoso e completo Auto de Fé. O Homem e a sua obra venenosa, serão queimados definitivamente nas chamas da terra, que nas da eternidade já o foram no dia em que morreu.

De Saramago recordaremos um homem que não sabia rir, que gostava certamente muito de dinheiro, e que o terá ganho, que era mau e vaidoso, e que o provou ao longo da sua vida, que quis viver longe da sua Pátria por a ela não saber ter amor, e que foi homenageado por meia dúzia de palhaços esquerdistas, “compagnons de route” coniventes com um dos últimos fósseis estalinistas, que ilustrava uma forma de estar na vida e na política sem alma, amoral, e que globalmente contribuiu para a destruição de toda uma Pátria, e suas tradições.

 Ocorreu ontem, quando soube que este cavalheiro de triste figura tinha morrido, que estaria por certo  no inferno, sentado com Rosa Coutinho, também lá entrado há poucos dias, à espera de Mário Soares e Almeida Santos, para os quatro juntos jogarem uma animada e bem “quente” partida de sueca...

O País está mais limpo. Um dos maiores expoentes do ódio e da maldade, desapareceu da superfície da Terra. Espero que a Casa dos Bicos, um dia possa ter melhor função, do que albergar a memória de tão pérfida personagem. As suas letras, estou certo de que cairão no esquecimento, ao contrário das de Camões, Torga ou Pessoa, entre muitos outros.

Apesar de tudo, e porque sou Católico (e porque a raiva não é pecado), que Deus tenha compaixão de tão grande pobreza, mas que se lembre fundamentalmente de nós , de todos os Portugueses íntegros que tentamos sobreviver com dificuldade, neste Portugal governado pelos amigalhaços do extinto, que apesar do luto em que fingem estar, mas que na verdade não sabem viver, continuam a todo o custo a viver o enorme bacanal que arruína Portugal...

No fundo, no fundo, e porque as palavras as leva o vento, que Deus tenha piedade de tão grande pobreza! Cabe-nos perdoar. Mas não temos que esquecer!

António de Oliveira Martins - Lisboa


Tasca das amoreiras às 00:45
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

O Cabo das Tormentas – O Cabo da Boa Esperança

 

A vida é uma grande montanha russa: tão depressa se está na fossa como de um momento para outro se entra em euforia. Passa-se da tempestade para a bonança e vice-versa com a maior das facilidades.

Isto a propósito do empate a zero entre Portugal e a Costa do Marfim e a vitória de Portugal sobre a Coreia do Norte, humilhante para estes últimos.

Hoje Portugal cruzou o Cabo da Boa Esperança. As “Tormentas” vão passa-las os norte coreanos.

O que dirá agora Kim Jong-il, o grande timoneiro?

Curiosamente estive hoje a ler algo sobre o mesmo assunto, mas relativamente a 1966 em que Portugal virou o resultado de 0-3 para 5-3 no final precisamente com a mesma Coreia do Norte. Confesso que desconhecia os acontecimentos posteriores a esta derrota, mas fiquei agora a saber que os desgraçados dos jogadores foram parar a um campo de concentração. Era então o grande líder o pai do actual.

Perante esta humilhação qual será o futuro dos jogadores? Já hoje um jornal russo dava como certo algo igual ao que então se passou, com a diferença que o treinador será certamente fuzilado. Não me admiraria muito se nenhum jogador regressasse, apesar do controle exercido sobre estes últimos. Esperemos para ver!

Voltando a Portugal, parece que Carlos Queiroz até leu o que aqui escrevi há uns dias atrás. Só falhei a entrada de Ruben Amorim, já que jogou o Miguel. Tudo foi diferente para melhor e pergunto mesmo o que é que a “armada brasileira” foi lá fazer? Pepe está roto. Deco preso por arames. Lietson vai fazendo o que pode. Se juntarmos a estes um Paulo Ferreira e um Dani, estamos resumidos a 18 jogadores e não aos 23 que deveríamos levar. Porque não um Moutinho e um Carlos Martins? Porque não um Makukula que foi só o melhor marcador do campeonato da Turquia? Vamos “rezar” para que os de hoje não se lesionem ou os castiguem.

Siga o campeonato!

 

Jacinto César     


Tasca das amoreiras às 00:00
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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Ainda o Algarve e o turismo – 3

 

Voltemos então ao tema “Algarve”.

 

Vamos imaginar que o Algarve não tinha as praias. Fora as horas que se está “de molho” ou a “grelhar”, o que é que se pode fazer que não se faça noutro local qualquer? O que é que o Algarve tem para ver? Um território cuja paisagem é desoladora, semeada por casas e prédios sem ordenamento algum, caros por todo o lado! É isto que nós chamamos férias? Um amigo meu dizia-me hoje que se vem sempre mais cansado do que se foi para lá! Mais, para mim é ser-se um pouco masoquista ir-se para lá, e seja de hotel, casa alugada ou de tenda às costas. Uma semana por lá representa para mim um sacrifício.

Agora vou falar aqui um pouco sobre os dias de férias no Algarve que passam as mulheres das famílias que não têm dinheiro para ir para um hotel. Férias? Mas como férias se normalmente vão fazer para lá o que fazem em casa e em piores condições? Há que fazer as camas, o pequeno-almoço para o grupo, ir às compras e fazer as refeições, varrer o chão e lavar a roupa! Mas isto são férias para alguém?  E não me digam que a maioria das vezes as coisas não são assim!

 

Ora se Portugal tem tanto locais bons para passar férias e o estrangeiro também, para quê Algarve?

Como há gostos para tudo, boas férias!

 

PS – Porque não ir até ao norte ou centro do país? Porque não a costa do Alentejo? Porque não o interior do país?

 

Jacinto César


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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Ainda o Algarve e o turismo – 2

Há uns anos atrás um colega meu da escola punha sempre em dúvida aquilo que eu dizia em relação aos preços das férias fora de Portugal. Um belo ano resolvi fazer-lhe uma proposta: ele dizia-me quanto é que gastava em média por pessoa no Algarve e eu arranjava melhor por um preço muito mais baixo. Resolveu aceitar o desafio.

Pus-me a caminho de Badajoz e lá arranjei um hotel em Benidorm de 4* e em regime de pensão completa. Chegado o dia lá fomos todos em caravana automóvel até ao sul de Espanha. Como não podia deixar de ser, o pagamento tinha sido à cabeça.

Como sempre as férias depressa chegaram ao fim e lá tivemos que voltar. Parámos em Toledo para almoçar e enquanto este decorria disse-me uma coisa: sabes, até ao momento em que saímos do hotel sempre estive convencido que teríamos que pagar mais qualquer coisa. Estou convencido!

 

Eu gosto do meu país, no entanto também gostaria de me sentir bem nele quando estou de férias. Infelizmente isso não acontece. Tal como ontem dizia, sinto-me roubado quando bebo um café ou uma garrafa de água e me cobram o dobro. Irrita-me solenemente ir ao café ou a um restaurante e aparecer-me um empregado que nem português fala. Fico pior que estragado ao entrar em restaurantes em que o menu está escrito numas poucas de línguas e não em português. Sinto-me danado quando vão servindo os estrangeiros e me deixam para trás.

Mas alguém me é capaz de dizer que aquilo que escrevi ontem e hoje é mentira?

 

Em meia dúzia de minutos fiz uma pesquisa na net por uns dias de férias em Agosto. Os resultados são os que apresento abaixo. Está lá! É só confirmar.   

 

Algarve

 

Algarve - For you - 99€ noite – Não se sabe em que hotel se vai ficar – Albufeira

Hotel Aldeia – Albufeira – 127 € noite - Estacionamento pago

Hotel Baía de Monte Gordo 3* 7 noites 840 €

Hotel Carvi 3* D. Ana 7 noites 667 €

Hotel Santa Catarina Algarve 3* Praia da Rocha 7 noites 1043€

Hotel Baltum 2 * Albufeira 7 noites 560 €

 

Benidorm

 

Hotel Servigroup Rialto Benidorm 3 * 34 € noite

Gran Hotel Bali Benidorm 4 * 65 € noite

Hotel Cimbel Benidorm 4 * 56 €

 

Turquia – (Agência Transrutas)

 

GRAND ANKA 4* – 7 noites – 619€ com avião inc.

IKBAL DELUXE 5*Luxo – 7 noites – 629€ com avião inc.

 

Tunísia – (Agência Transrutas)

 

MARILLIA HAMMAMET (4*) 4 noites – 390€ com avião inc + TI

 

Agora fazem favor de comparar os preços e venham lá depois dizer que é um luxo ir de férias para o estrangeiro.

Gostaria que assim não fosse, mas é.

Amanhã ainda vou continuar com o tema.

 

Jacinto César

 

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

Ainda o Algarve e o turismo - 1

 

Quando aqui falo de turismo, falo de turismo de qualidade e isso não é muito vulgar no Algarve. Não me venham falar de Vila Moura, a Quinta do Lago ou outras tais, porque se estes empreendimentos são de uma qualidade reconhecida, não é para o bolso de 99,9% dos portugueses.

Eu quando aqui falo da falta de qualidade de turismo algarvio, estou a falar daquele turismo que o comum dos portugueses lá faz e mesmo assim lhes custa os olhos da cara.

Se na verdade não faço férias aí há vinte e muitos anos, não significa que lá não vá passar um fim-de-semana por outro e vejo o que por lá se passa.

Falemos dos destinos preferidos dos elvenses: Armação de Pêra, Quarteira, Monte Gordo e Lagos. É mais ou menos nestes locais que se junta em Agosto meia Elvas. Até parece que nem saímos de cá.

Olhemos agora para as férias típicas. Aluga-se uma casa mais ou menos manhosa por um preço exorbitante. De manhã toda a família ruma à praia. Com mais ou menos dificuldade lá encontra um lugarzinho onde estender as toalhas e o toldo. Alguns lá levam também o petisco porque ter fome na praia sai caro. Depois de se levar com umas quantas bolas na cabeça e polvilhados com uns quilos de areia, lá chega a hora de regressar a “casa”. As senhoras lá fazem o petisco onde não pode faltar a sardinha assada ou a caldeirada para depois embarcarem na sesta habitual. Pela tarde pode ou não voltar-se à praia, depois a visita até ao supermercado fazer as compras do dia e voltar para fazer o jantar. Depois deste, o pessoal aperalta-se e vai até ao café dar dois dedos de conversa com os amigos. No dia seguinte a rotina repete-se e isto entre obras por todo o lado, poeira aos montes e lixo às toneladas. Bem, depois chegam os roubos legais. Tudo custa uma pipa de massa e não podemos fazer queixa.

Feitas as continhas todas, gastámos um monte de dinheiro, as tarefas caseiras foram as mesmas como se em casa estivéssemos, demos cabo da paciência, mas voltámos para casa todos bronzeados. Agora há que esperar mais um ano para voltarmos ao mesmo.

E que dizer daqueles que optaram por umas “férias” ainda mais “económicas” e foram para um parque de campismo? Aí, então, as coisas ainda se complicam mais. Paga-se e é-se roubado e paga-se e volta-se a ser roubado.

Mas é isto o Algarve que queremos? É isto as férias com que sonhamos o ano inteiro?

Como isto já vai longo, amanhã continuo.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 01:27
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