Elvas sempre em primeiro

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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Teoria da conspiração ou realidade? Elvas vs Portalegre

 

Há quem culpe tudo e todos pela falta de desenvolvimento de Elvas e vá disparando em todas as direcções. Vamos a factos.

 

 

1 – O antigamente

Elvas dada a sua localização sempre teve uma vida muito especial. Por um lado os militares davam uma grande vida à cidade e depois a agricultura que à custa de uma mão-de-obra quase escrava. A juntar a isto a vizinhança de Badajoz dava um contributo apreciável ao comércio em particular e à cidade em geral. E assim se foram passando décadas e décadas. Melhor ou pior ia-se vivendo. A cidade era animada, tinha uma vida nocturna bastante agitada e o dinheiro ia circulando.

Portalegre nesta mesma época vivia fundamentalmente à custa do funcionalismo inerente à capital de distrito e ao operariado. Era uma sociedade extremamente bipolarizada: uma classe mais abastada por um lado em contraste com o resto da população pobre. O comércio era pouco desenvolvido e a cidade cinzenta e meia morta. Tinha nessa época um Liceu Nacional onde todos os elvenses que queriam continuar a estudar eram obrigados a ir.

Por essa época Elvas tinha entre o 2 e 5 mil habitantes a mais.

 

2 – O passado recente

Com o advento do 25 de Abril tudo deu uma grande volta. Se Portalegre já tinha muita influência mais passou a ter. O funcionalismo aumentou de uma maneira desmesurada. Eles eram Direcções Distritais disto e daquilo, eram as sedes distritais deste ou daquele organismo, eram os bancos com as direcções distritais, eram os comandos das forças de segurança, Governo Civil, etc. etc.

Ao mesmo tempo que Portalegre aumentava, Elvas foi encolhendo. Veja-se os casos dos militares. Não sei se alguém se recorda, mas Portalegre teve um Destacamento de Portalegre do Regimento de Infantaria de Elvas. Enquanto não transformaram o dito destacamento em Regimento de Infantaria de Portalegre não descansaram. Enquanto isto a guarnição dos quartéis em Elvas ia decaindo com o fim da Guerra do Ultramar, até se finar por completo. Já em Portalegre o Regimento de Infantaria se transformava em Escola da GNR (não sei bem o nome). Mas mesmo assim continuavamos em frente porque ainda tínhamos uma fronteira que gerava muitas receitas e empregava muita gente com um poder de compra alto. Também isto acabou com a nossa entrada na CEE.

A agricultura definhava, o comércio começava a dar sinais de colapso e o que ia mantendo a cidade de pé ainda era o funcionalismo público. Industria sempre andou arredada da cidade por conveniência dos agricultores em não perderam a mão-de-obra barata.

 

3 - O presente

O presente pouco ou nada se modificou em relação ao passado recente e o que se alterou foi sempre a favor de Portalegre. Eis alguns exemplos.

3.1 – Todos os organismos “residentes” em Portalegre foram reforçados e aumentados.

3.2 – Aquilo que era o Magistério Primário e a Escola de Enfermagem, transformou-se no Instituto Politécnico de Portalegre com um sem número de escolas superiores. Veja-se até o caso recente da Escola Superior de Turismo e Hotelaria que acabou por assentar arraiais em Portalegre quando fazia todo o sentido vir para Elvas, já que esta cidade é detentora de um número de camas em estabelecimentos hoteleiros superiores ao resto do distrito junto. Mas não, o lobi continuou a funcionar. Como ontem aqui disse deram-nos como esmola a ESAE.

3.3 – Sobre a saúde todos sabemos o que se está a passar. O Hospital de St. Luzia não é fechado, mas vai sendo esvaziado progressivamente de competências. Um dia estaremos perante um caso consumado de esvaziamento total. Para consolidar a minha ideia vejam-se as declarações do deputado Cristóvão Crespo e está tudo dito.

3.4 – O PIDAC é mais um exemplo como a capital do distrito faz pressão. A pretexto de que as verbas do PIDAC são sempre maiores em Elvas, Portalegre quer compensações. É demagogia pura, já que a maioria destas verbas se destinam as obras de âmbito nacional (TGV) e não para a cidade propriamente dita. Mas por lá isso não interessa.

 

4 – Considerações finais   

 

Muita gente em Elvas e alguns analistas vieram nestes últimos dias a chorar baba e ranho devido às estatísticas que tinham saído sobre a riqueza e poder de compra das várias cidade do Alentejo. Caros amigos, lamento dizer, mas a maioria não sabem ler uma estatística e de números pouco entendem. Leiam o que anteriormente escrevi e tirem-se conclusões. Mas eu explico.

Elvas tem actualmente menos 2 ou 3 mil habitantes que Portalegre. E quem é essa gente a mais? São precisamente todos aqueles que engordam os vários organismos públicos e que têm um poder de compra maior que o resto da população. Assim sendo, a média aritmética lida a frio dá resultados quem impressionam os mais incautos. Estes resultados têm que ser lidos não na totalidade mas sectorialmente e por classes sociais. O mesmo é válido para a comparação com Évora e Beja. Se Évora ainda é possuidora de alguma riqueza, Beja não passa de uma “aldeia” grande com toneladas de funcionalismo. Tirem destas 3 cidades todos os organismos inerentes a uma capital de distrito e depois comparem. Iriam ter uma surpresa.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 22:54
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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

A teoria da conspiração - II

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Mais uma vez “A teoria da conspiração”

Aqui há uns meses atrás afirmei aqui que duvidava muito que o processo de candidatura a Património da Humanidade chegasse a bom termo.

Na última Feira do Património fiquei com a sensação que a Vereadora da Cultura, Drª Elsa Grilo, não estava muito animada com o processo.

Hoje ao ler o Linhas de Elvas e deparar com a notícia que dois livros sobre o Alentejo ignoram ou quase, a nossa cidade em termos turísticos, fiquei quase coma certeza daquilo que tinha pensado e que também já aqui tinha afirmado: há interesses muito grandes no Alentejo que não gostariam de ver a nossa cidade na lista das “Cidade eleitas”.

E a quem interessa que este processo não avance?

Em primeiro lugar, Évora, já que assim tinha um concorrente turístico forte a menos de 80 quilómetros e como tal poder-lhe-ia fazer sombra.

Em segundo lugar, Portalegre. Aqui não por uma questão de concorrência mas por simples inveja. Sempre manifestei aqui a minha discordância em relação à equipa que lidera o projecto, não pela sua competência, mas pelo seu empenho ou falta dele em virtude da sua origem: Portalegre.

Em terceiro lugar, Mértola que também tem aspirações. Neste caso, quem comanda é um peso pesado da cultura no Alentejo e no país e que se chama Cláudio Torres, cujas influências são mais que muitas.

Finalmente, Badajoz. Para esta cidade, ou pelo menos para algumas pessoas influentes, é inaceitável que Elvas comande um processo em que Badajoz possivelmente também esteja incluída com as “suas belíssimas fortalezas, que por si só mereciam ser detentoras de serem candidatas”. Basta estar atento a alguns artigos de opinião publicados no diário “Hoy” e ficamos logo esclarecidos.

E que podemos nós fazer contra tudo isto? Sinceramente não sei, já que é uma luta desigual.

Gostaria muito de ouvir o que tem para dizer a Câmara sobre o assunto e gostaria muito ver poder e oposição juntos a lutar por este objectivo.

 

Detesto ter razão quando me palpitam coisas más. Mesmo quando as sonho fico preocupado. A 14 de Maio do ano passado escrevi o texto acima. Hoje quando leio o Linhas de Elvas e verifico o desprezo a que Elvas está votada, fico não preocupado mas com raiva. Raiva por saber que Portalegre faz tudo o que pode para atirar Elvas ao fundo. Veja-se o caso das feiras de turismo e como já não bastasse isso, ainda temos a ajuda do deputado do PSD a fazer lobi por Portalegre contra Elvas por causa do hospital. Eu nem sei bem o que dizer, mas que estamos em maus lençóis, lá isso estamos. Que fazer? Não sei! Tem a palavra a Autarquia.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 23:22
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Holocausto – 65 anos depois

Sei que o tema tem barbas, mas não podia deixar passar a data em que passam 65 anos da libertação do campo de concentração (leia-se extermínio) de Auschwitz. Acho no entanto que nunca é demais recordar o que se passou para evitar episódios futuros. Não há muito anos estivemos muito próximos de outro acontecimento do mesmo género (antiga Jugoslávia) e não aprendemos.

Mas se por um lado não devemos esquecer este passado que foi um pesadelo, gostaria aqui de recordar um de muitos episódios em que os intérpretes são pessoas de uma dignidade e coragem pouco comuns. O episódio que toda a gente conhece é o do Cônsul em Bordéus, Aristides Sousa Mendes, mas há outro pouco, conhecido em Portugal e que agora foi tornado público: refiro-me ao Ministro Plenipotenciário de Portugal na Alemanha Nazi, Veiga Simões. Transcrevo de seguida a carta enviada ao Governo Português da época.

 

Confidencial.

 

Berlim, 14 de Setembro de 1938

 

Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros,

 

Excelência

 

Os recentes diplomas publicados por este Governo no prosseguimento da sua incansável perseguição aos judeus, contêm disposições que lhes vêm criar uma situação que para a grande maioria será completamente insustentável. Não se lhe encontra, por mais que se procure, uma solução para a simples manutenção diária dos milhares de israelitas que ainda se encontram neste país. Aos médicos passa a ser proibido exercer clínica, mesmo livre, e foram-lhes já denunciados todos os contratos de arrendamento dos seus consultórios para o fim do corrente mês. Aos comerciantes, a arianização progressiva de todos os ramos comerciais, mesmo os retalhistas, vai-os despojando de todos os seus haveres e coarctando-lhes toda a possibilidade de actividade. Eram estas as duas classes que, entre os judeus, ainda até agora iam podendo suportar, embora mal, a situação que lhes haviam deixado. Até isso vai acabar e, como medida final e vexatória, acaba de ser imposto a todos os judeus que não tenham já um nome constante duma lista oficialmente publicada – e que segundo corre foi elaborada com o propósito de abranger o menor número – acrescentar ao seu próprio nome e usar em todos os actos da sua vida social e particular, a partir do dia 1 de Janeiro próximo, e sob penas severíssimas de prisão e multa, o nome “Israel” ou “Sara” conforme o sexo.

O conjunto destas medidas vem atingir alguns cônsules de Portugal neste país que não posso precisar quais sejam na totalidade – talvez uns quatro – mas de que desejo destacar dois que me parecem os únicos inteiramente merecedores da atenção do Governo Português: os cônsules em Frankfurt e Nuremberga, Srs. Gustav Mayer-Alberti e Eduard Lindenthal. Trata-se de dois velhos funcionários consulares – o primeiro tem 83 anos e é Cônsul de Portugal há 42 e o segundo é-o há mais de 20 anos – que têm sempre demonstrado pelo serviço e pelo nosso País uma dedicação perfeita, prestando por vezes a esta Legação serviços altamente importantes quer em matéria informativa quer noutras de que os haja encarregado, a par duma perfeita execução das suas funções propriamente consulares.

Ambos eles vão ser atingidos pelas últimas disposições legais do Reich sobre judeus e a situação em que vão encontrar-se virá a ser dentro em muitos poucos meses, totalmente insustentável. E chega-me agora, particularmente mas de fonte diplomática, a informação de que brevemente o Governo do Reich vai solicitar de todos os Governos a substituição dos seus cônsules de raça judaica.

Estas circunstâncias parecem-me oferecer a oportunidade para o Governo Português olhar humanamente para esses dois velhos servidores e estender-lhe a sua protecção, pela única forma por que pode prestar-lha: concedendo-lhes a nacionalidade portuguesa. Ambos residiram bastante tempo em Portugal, creio que mais do que o necessário para aquisição do direito de naturalização, ambos falam correctamente a nossa língua e de ambos o Estado tem recebido os mais valiosos serviços que podiam prestar-lhe dentro da sua esfera de acção.

Estas considerações de justiça humana levam-me a fazer a V. Exa. a proposta concreta de concessão da nacionalidade portuguesa aos dois funcionários mencionados, com dispensa de quaisquer formalidades não essenciais. E constando-me que por razões relacionadas com a guerra em Espanha e durante a sua duração está suspensa a concessão de patentes de nacionalidade, devo esclarecer V. Exa. que, no caso sujeito, uma demora de alguns meses inutilizará por completo uma eventual resolução favorável, pois em muito curto prazo a nova legislação alemã terá atingido os dois cônsules com todos os seus efeitos.

Se V. Exa. se dignar concordar com esta proposta, posso assegurar-lhe que terá praticado um acto de nobre humanidade, digno de um Estado que não esquece nem abandona os seus velhos e leais servidores, e que é ao mesmo tempo a única recompensa que pode ser atribuída aos dois Cônsules, inteiramente dignos dela a todos os títulos.

 

A Bem da Nação

Veiga Simões”

 

Claro que a carta foi ignorada, mas fica a ideia que sempre houve e sempre haverá portugueses BONS.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 22:20
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Tragédia grega.

Ontem senti-me mal ao ouvir o primeiro-ministro grego perante a Comissão Europeia afirmar que a crise económica na Grécia se deve a corrupção que grassa no país. Se fiquei triste por ver um primeiro-ministro humilhar-se perante os seus pares ao fazer uma afirmação destas, por outro lado achei que é um homem de coragem ao dizer que de políticos, banqueiros, justiça e empresários são uns corruptos. É obra.

Depois de o ouvir acabei por ficar cheio de inveja. E sabem porquê? Por não termos um primeiro-ministro em Portugal capaz de dizer o mesmo. Porque será? Eu cá não sei bem, mas pelo número de casos em que o nosso está envolvido, presumo que não possa cuspir muito para o ar não lhe vá cair algo em cima!

Quando é que teremos alguém com coragem e mãos limpas para poder dizer o mesmo e tomar medidas duras para com o grupo de parasitas e sanguessugas que se passeiam por aí impunemente?

Só por curiosidade, a lei que penalizava o enriquecimento ilícito mais uma vez não passou na Assembleia da República. Porque será?

 

Jacinto César

 

 


Tasca das amoreiras às 15:59
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Ajudem-me que estou baralhado!

Tenho por mau hábito não ver telenovelas, mas se as visse não me sentiria tão confuso e baralhado. Em vez disso tenho por norma ver todos os programas de debates políticos, mesas redondas e quadradas, frente-a-frente e outro que tais, na esperança de andar informado do que se passa neste nosso país. Pura ilusão. Cada vez que dedico algum do meu tempo para o fazer, maior é a sensação que o estou a perder.

Nestes últimos dias o tema da moda é o Orçamento Geral de Estado. Oiço uns e dizem uma coisa. Vem outros e dizem o contrário. E eu a ver navios. Aparecem economistas a dizer que as grandes obras públicas serão a salvação da economia, para logo de seguida virem outros dizer que serão o nosso enterro. Mas afinal em que ficamos? Aparecem uns políticos e dizer que o pior já passou e que até estamos já a recuperar em contra ponto com outros a dizer que o maior aperto do cinto ainda está para vir. Como é que é então?

Às vezes dou comigo a perguntar a mim próprio se não há gente demais a falar, ou antes, no nosso país parece-me que há mais gente com vontade de ser ouvido do que ouvir.

Desabou um telhado algures. As televisões aparecem como aves de rapina ávidas de sangue. O bombeiro dá a sua opinião do acontecido. A vizinha ali do lado aparece também a querer botar a “faladura”. Mas eis que chega o presidente da junta de freguesia, mais o padre, mais a criada do 5º andar, mais o miúdo que segundo a mãe só por milagre se escapou a quererem dar a sua opinião. É demais! E depois disto alguém ficou esclarecido? Eu não!

Ajudem-me que estou baralhado! Se no futebol se diz que há em cada português um potencial treinador, na política temos 10 milhões de futuros governantes. Estou confuso!

Já agora com o frio que está e com a chuva que tem caído, estamos em aquecimento global ou em arrefecimento? Até nisto ninguém se entende. Ajudem-me.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 16:44
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Orçamentos, deficits, dividas e agências de rating

Muito se tem falado, nestes últimos dias, no orçamento de Estado, nas agências de rating, e na pressão que as mesmas exercem sobre Portugal para a contenção do deficit e da divida pública. Não tendo conhecimentos de economia e finanças que me permitam analisar ou discutir o orçamento quero aqui fazer uma simples retrospectiva de factos concretos relativo a esta matéria.

Em 2005 muito se falou do Orçamento do Estado para esse ano, que, segundo o Dr. Vítor Constâncio, personalidade insuspeita por nunca ter estado ligada ao Partido Socialista, se nada fosse feito em contrário, atingiria um deficit de 6,8 %, e da situação gravíssima que isso representava.

Certo, certo, é que o deficit de 2004, o último Orçamento apresentado aprovado e executado pela coligação PSD/CDS teve um deficit de 2,9 % e que a dívida pública rondava os 61% do PIB. Também é certo que nessa altura não ouvimos falar em agências de rating a pressionar Portugal na altura da apresentação do Orçamento.

Se nos reportarmos a 2005 o deficit subiu para uns “modestos”  6,1 %  tendo sido de 3,9% em 2006 e 2,6 % em 2007 como se pode ver no link abaixo

http://www.o-informador-fiscal.pt/?nav=bWVudT0xJnNlY3Rpb249bm90aWNpYXMmYWN0aW9uPXNob3dpdGVtJmRhdGE9MTQ0NDUmcGFyYW09

Quanto à dívida pública a mesma subiu em 2005 para os 64% e situava-se em 108% no final de 2008, quando o nosso Primeiro Ministro ainda afirmava que a crise não afectaria Portugal.(veja-se o link)

http://www.ionline.pt/conteudo/16526-divida-publica-ja-valia-108-do-pib-no-final-do-ano-passado

É já comummente aceite que o deficit para o ano de 2009 se situará na casa dos 8,7% e que ano 2010 se situará nos 8,3% 

Durante a campanha eleitoral, ouvimos falar nos méritos do governo PS na consolidação das contas públicas, certo é que, apenas durante um ano o de 2007 o deficit, em nome do qual tantos sacrifícios se impuseram ao povo português, se situou abaixo do valor a que se encontrava em finais de 2004, e que o mesmo se situa neste momento no triplo desse valor, certo é que a divida pública cresceu consistentemente ao longo desses quatro anos, e se situa neste momento em 1,77 vezes o valor que tinha quando da subida ao poder do PS.

Dir-me-ão que a crise internacional é que é a culpada da situação actual, mas eu permito-me discordar:

 Primeiro porque alguns dos números que aqui apresento são ainda anteriores à crise, o caso dos deficits de 2005 e 2006 e do crescimento da dívida de 2004 a 2008,

Segundo porque apesar de a crise internacional afectar todos os países, não são todos os que vêm as agencias de rating interferir nos seus orçamentos.

Finalmente lamento que, como em tempos idos, de que alguns ainda se recordarão, em que o FMI ditava leis dentro do nosso país, estejamos de novo numa situação em que agências internacionais nos venham impor as medidas financeiras a tomar.

Já agora, só por mero acaso, acabo de ler a seguinte notícia

http://news.google.pt/news?sourceid=navclient&hl=pt&rlz=1T4RNTN_pt-PTPT357PT358&q=fmi+portugal&um=1&ie=UTF-8&ei=9iVeS8LAJYv_4Ab11aHuBA&sa=X&oi=news_group&ct=title&resnum=1&ved=0CAwQsQQwAA

parece que o FMI também voltou mesmo.

Quando e com que governo é que tinha ouvido falar nele pela última vez?

Áh! Foi nos últimos tempos de António Guterres, mais ou menos por altura do pântano e o governo era na altura Socialista!...

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 23:30
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Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Pedido de desculpas

O facto de como professor apanhar tanta “pancada” todos dias, por motivos dos mais descabidos aos mais válidos, não me dá o direito de ficar contente com a desgraça dos outros.

O facto de todos os dias ouvir as críticas mais injustas e ignóbeis a pessoas que fazem o melhor que podem e que sabem, não me dá o direito de me satisfazer com o resultado obtido por outros, que se calhar, batalham todos os dias para melhorar um sistema que está mal.

As minhas desculpas a todos e principalmente aos meus colegas belgas!

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 23:01
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6 alunos em cada 10 reprovam no Ensino Secundário

6 alunos em cada 10 reprovam no Ensino Secundário.

 

Ano após ano, avaliações após avaliações, relatórios após relatórios, o diagnóstico do nosso ensino está feito.

 

Ena pá! Afinal temos mesmo um ensino muito mau. É uma vergonha perante a Europa civilizada apresentar números destes, só compatíveis com países terceiromundistas. Nunca me passou pela cabeça que tais números fossem possíveis. Estou desolado. Estou desfeito. Estou traumatizado.

 

Tenham calma, que isto não é em Portugal mas sim na Bélgica (com isto não quero dizer que em Portugal seja muito melhor). Mas quem havia de dizer que só por cá é que há maus alunos e maus professores. Ou será que o problema não é esse?

 

Fica aqui a capa do jornal que trás a notícia em primeira página. Quem souber um pouco de francês é aceder ao site do referido jornal e ler o artigo completo.

 

Mas que mania a minha de andar a espiolhar o que se passa nos outros países!

                     

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 01:11
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Isto só pode ser a brincar!

Até me custa a acreditar naquilo que leio. Façam lá o favor de verificarem se eu estou a interpretar bem o que está escrito nestes dois despachos.

 

 

Eu cá por mim o Carnaval ainda não chegou e o Dia das Mentiras é só no 1º de Abril. Como é que é possível o nosso “querido” 1º Ministro nomear por despacho uma secretária e quatro dias depois exonerá-la com louvor e tudo? O que é que a senhora terá feito ao nosso “homem” para ao fim de 4 dias merecer logo um louvor?

Claro que a senhora tinha que ir para um tacho qualquer e a melhor maneira de lá chegar era passar primeiro pelo gabinete do Primeiro-Ministro. Só pode ser esta a razão ou então está tudo maluco. Ou será que está tudo corrupto?

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Fonte da Misericórdia

Em Agosto do ano passado como é do conhecimento público fui convidado para uma reunião no âmbito da preparação da candidatura de Rondão Almeida. Compareci como também é do conhecimento geral. Passados uns dias escrevi uma série de textos sobre o assunto, sendo o que se segue um deles. Dizia então:

 

“Fonte da Misericórdia 

 

É por demais sabido que dediquei aqui alguma prosa a este assunto e como não podia deixar de ser tinha que o levar à reunião. Aí fiquei logo surpreendido, pois quando estava à espera de ser eu a colocá-lo, o presidente numa jogada de antecipação tratou logo de falar dele. Pelos vistos estava informado do assunto e já o tinha estudado. Então é assim:

 

1 – A existência da fonte mamarracho – O próprio presidente admitiu que a “obra de arte” era na verdade mesmo muito má, mas que dado a forma como foi construída não podia voltar atrás. Explico. Segundo parece esta e outras obras foram financiadas ou co-financiadas pela Comunidade Europeia e qualquer coisa que se construa assim, tem que se manter pelo prazo de 10 anos e só depois é que pode ser alterada ou mesmo destruída. Quer isto dizer que a câmara estava atada de mãos e pés ao mamarracho. Segundo me foi contado esse prazo já acabou e como tal com estátua ou sem ela a banheira vinha abaixo.

 

2 – Segundo me foi afirmado foi pensado passar-se a Fonte da Misericórdia para o largo do mesmo nome, ou seja, para a sua localização original. Só que aqui a porca torceu o rabo porque segundo parece uma parte das pessoas ouvidas eram a favor e as outras contra, ou seja, o assunto prometia polémica e em virtude do processo eleitoral que se avizinha era de bom-tom não se mexer no que estava feito. Resumindo, a coragem política foi pouca. Assim sendo, o presidente prometeu que depois das eleições e caso as ganhe, promoveria um referendo municipal para que fosse a população de Elvas a decidir este assunto. Saí convencido mas não vencido. Fico à espera dos próximos episódios e ver o que as outras candidaturas têm a dizer sobre isto.”  

 

Senhor Presidente: se se lembra do que se passou na referida reunião (se não se recorda, a Drª Elsa Grilo apontou), fez a promessa perante as pessoas presentes que se ganhasse as eleições promoveria um referendo sobre a localização da célebre fonte da Misericórdia. Pois bem, já passaram 6 meses e ainda não o ouvi falar do assunto. Relembrando-lhe aquela frase que gosta muito de utilizar “Prometemos e fazemos”, espero que neste assunto também cumpra. Quero tê-lo como pessoa de bem.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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