Elvas sempre em primeiro

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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Notas soltas

1 – O Congresso do PS

 

Eu nunca fui dado nem a bruxas e adivinhos, nem em coisas do além. Antes pelo contrário, acredito em tudo o que é bem terreno. No entanto começo a perder um pouco do meu cepticismo ao ver como um “homem só” consegue dominar e hipnotizar um partido e um país quase que por inteiro. O “homem” teve ter qualquer poder sobrenatural para conseguir fazer o que faz ou então é o país inteiro que está louco. Um homem que dizendo-se socialista é ultra liberal ao ponto de até os grandes senhores do nosso país estarem com ele. Há aqui qualquer coisa de anormal e que eu ainda não entendi. Governa à direita, vai piscando o olho de vez em quando à esquerda e dando-lhe uns rebuçados (veja-se o caso do casamento dos homossexuais e da eutanásia que aí vem). Há por aí um poder oculto qualquer que o faz flutuar numa tempestade muito grande e que se chama Portugal. Parece-me que um dia destes tenho que ir à Jamaica ou ao Porto Rico e ver se me fazem por lá um truque qualquer de “vudu” para contrariar a magia do homem.

 

2 – USA

 

Estes americanos são uns patuscos. Então não é que esses rapazinhos criticam a nossa legislação porque é pouco combativa para os casos de corrupção, droga e terrorismo (acredito que essa legislação não seja um primor)? Muito bem pregam os americanos que aprenderam bem com o Frei Tomás. Mas que moralidade tem este país que devido a esses mesmos fenómenos tem posto o mundo ao avesso? Não somo de certeza um país de santos e impolutos, mas os nossos “aliados” não serão de certeza os melhores para dos darem lições, ou não será?

 

Jacinto César      

 


Tasca das amoreiras às 18:40
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Estacionamento no centro de Elvas

Já há uns meses atrás falei aqui sobre o tema. Nesse mesmo escrito propunha uma solução para o estacionamento no centro da cidade.

Ontem um comentário referia-se ao assunto e outro fazia-me um desafio. Então aqui vai a minha opinião.

Diz a Constituição Portuguesa que todos os cidadãos têm os mesmos deveres e os mesmos direitos. Assim sendo concordo com a solução que já tinha proposto anteriormente, ou seja, os moradores no centro da cidade deveriam ter DIREITO de ter um estacionamento próximo da sua habitação como os têm aqueles que vivem fora do centro. Se assim não é como resolver a situação?

Aquilo que vou escrever de seguida não se deve entender como sendo um apelo ao não cumprimento da lei, mas um direito que todos temos e que é a indignação. O que é que eu fazia, o que não quer dizer que quem sofre do problema o faça? Pura e simplesmente punha um papel na minha viatura a dizer “Eu moro aqui e não pago estacionamento”. Consequências de tal acto: se as pessoas se unissem no protesto, a polícia teria que passar centenas de multas diariamente e assim seria todos os dias. Ninguém as pagaria e depois e em conjunto tudo para tribunal. Alguém teria que dar o braço a torcer e seria a câmara com certeza. A época pré eleitoral era óptima para uma acção deste tipo.

Aqui queria fazer uma distinção entre os moradores e quem lá trabalha. Estes, ou iam de transportes públicos, ou pagavam o parqueamento ou então deixariam o carro o mais próximo possível e faria o resto a pé. Temos que concordar que quem lá vive é quem é mais prejudicado Os outros terão que se sujeitar às opções existentes.

 

Nota: Relativamente ao problema dos cães no jardim penso que há muita gente a fazer orelhas moucas à norma municipal. Eu faço-o!

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 22:54
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Os Óscares

Não é muito corrente neste blog falar de cinema, pois presumo que seja um tema de pouco interesse para a maioria das pessoas, no entanto não queria deixar passar a oportunidade de falar um pouco dos prémios que todos os anos são atribuídos aos filme da “época”. Queria principalmente referir o filme do ano, ou seja, Slumdog Millionaire. Não sou grande apreciador do cinema produzido em Bollywood, até porque retrata uma realidade e uma cultura muito diversa da nossa. No entanto o filme ganhador, apesar de ser “made in USA” reflecte o estilo de cinema indiano. Contrariamente ao que estava à espera encontrei uma fita belíssima. Com um argumento simples, mas tratado genialmente, interpretações exemplares, banda sonora de luxo e finalmente uma montagem de 5 estrelas. Para dizer a verdade não estava mesmo à espera de ver tal coisa. Filmado integralmente na Índia, onde são postos em evidência os podres de uma sociedade onde não se pode ser pobre (os pobres portugueses perante o que nos é dado a ver, são ricos) e os ricos fazem o que bem entendem (julgo que aqui é igual ao que se passa em todo o mundo).

Para todos aqueles que gostam da 7ª arte deixo-vos aqui o conselho: vejam o filme que não darão por perdido o tempo.

 

Jacinto César  

 


Tasca das amoreiras às 21:52
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Novamente as Autárquicas

No passado dia 11 deixei aqui um texto, dirigido ao Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Elvas, no qual defendia, expondo as minhas razões, que o PSD deveria concorrer sozinho Às próximas eleições autárquicas, na sequência de um outro de dia 6, no qual fizera um levantamento das últimas movimentações políticas em Elvas e da grande confusão que as mesmas sugeriam por parte da oposição.

Diz no primeiro desse textos”  ...é claro que não interessa a um dos dois partidos que se saiba qual o seu real peso eleitoral,..., pelo que fará os possíveis e impossíveis para, através da coligação, ...., conseguir uma visibilidade que nunca teria, e colocar elementos seus em posição elegível.”(1) A verdade é que o recente texto de dia 22 do líder do CDS/PP no seu blog Câmara dos Comuns, vem confirmar a minha afirmação da altura.

Vamos então ler esse texto e procurar interpretar, o que nele se diz

 Começa por dizer  “O PS de Elvas anda manifestamente nervoso com mais uma possível coligação PSD/CDS para as autárquicas. Eles não gostam de coligações e passarei mais adiante a explicar porquê.”(2), ideia que reforça perto do final do texto quando afirma “É por isso que não estranhem quando ouvirem o PS dizer que PSD e CDS deviam concorrer sozinhos, cada um para seu lado. É claro que deveriam se apenas tivéssemos em conta o superior interesse….do PS!” (2), numa clara tentativa de condicionamento e de colagem de rótulo a quem não concorde com a coligação, conotando-o com o Partido Socialista( bem à maneira de outros tempos em que quem se manifestasse contra o governo era rotulado de comunista).

Depois vem dizer “Até ao momento a minha candidatura anunciada à Câmara de Elvas continua a ser a única e posso dizer, sob palavra de honra, que até ao momento continua de pé.”(2) e “O PSD já terá encontrado candidato”(2)  dando a entender que está disposto a ir sozinho a eleições, tendo até tomado a iniciativa,  e que o PSD estará também a tratar da sua candidatura, para logo de seguida acrescentar “havendo uma superior interesse da cidade numa coligação ela será de ponderar” como se fosse um sacrifício que fizesse em nome da cidade, quando é notório que, sem uma coligação e levando por diante a sua candidatura, será um completo fracasso.

Para tentar justificar o “superior e interesse da cidade”(2) vai buscar os resultados das eleições de 1993 para, esquecendo(ou desconhecendo) que as Ciências Sociais não são ciências exactas vir concluir que o “todo”seria igual à soma das “partes”, isto é que o resultado de uma coligação seria igual à soma dos resultados dos dois partidos individualmente. Ora esta conclusão é perfeitamente abusiva, como passarei a demonstrar, baseado em dados concreto recolhidos na página da ANMP-Associação Nacional de Municípios Portugueses relativos aos resultados eleitorais para a Câmara de Elvas nos últimos 30 anos.

Comecemos por 1979 o PSD concorreu à Câmara de Elvas com o seu símbolo e obteve 31,8 % , no ano de 1982 o PSD não se apresentou lista tendo integrado a UD e obteve 29,8 % menos 2 % do que obtivera nas eleições em que concorrera com o seu símbolo em 1985 o PSD voltou a apresentar-se com o seu símbolo no âmbito de um acordo em que o PSD apresentou a lista para a Câmara e o CDS para a Assembleia Municipal o PSD obteve 46 % dos votos a sua melhor votação de sempre e o CDS obteve 32,8 % para a Assembleis(não sei porquê perderam-se aqui 13,8 % dos votos, mais de ¼ dos que votaram para a Câmara não o fizeram para a Assembleia!...), 1989 O PSD apresenta lista para a Câmara e para a Assembleia Municipal, obtém 42,7 % para a Câmara e 37,7 % para a Assembleia Municipal. Apesar de ter descido para a Câmara, consegue a segunda maior votação de sempre e recupera nada mais nada menos que 5% dos votos na Assembleia Municipal, 1993,o ano referido como exemplo de para justificar a necessidade de uma coligação, o PSD concorre sozinho desce para 28,8 % para a Câmara e 28,3 %  para a Assembleia Municipal, (curiosamente quase a mesma votação, apenas 0,5 % de diferença), o CDS recolhe apenas 6 %,1997 o PSD comete um erro de casting monumental, e tem a pior votação de sempre, contrriamente ao que seria de esperar o CDS não capitaliza as perdas do PSD, nem sequer em parte, perdendo ele próprio 2,8 % relativamente à votação anterior. Dai em diante o PSD e o CDS  concorreram sempre coligados, conseguindo votações de 15,2% em 2001 e 22,1% em 2005.

 

Dos dados acima apresentados podemos concluir o seguinte:



1-        O melhor resultado obtido por uma coligação expressa, os 29,8 % conseguidos pela UD no ano de 1982 é inferior aos três melhores resultados obtidos pelo PSD quando a concorrer com o seu símbolo, e está quase ao nível da votação obtida no ano de 1993, apenas 1% de diferença.

 

2-        Os resultados obtidos nas últimas duas eleições, concorrendo em coligação são piores que todos os resultados do PSD tomados isoladamente(mesmo o tal de 1993), se excluirmos o ano de 1997 cujo desaire se deve à infeliz escolha do candidato.

3-        O facto de o CDS não capitalizar a descida do PSD no ano de 1997 mostra a dificuldade de algum eleitorado do PSD em votar CDS mesmo quando não acredita na proposta do PSD e que portanto tende a afastar-se das coligações.


4-        O mesmo se pode verificar no diferencial de votações entre a Câmara (PSD) e a Assembleia (CDS)

Não vejo pois porque motivo “O PS de Elvas anda manifestamente nervoso com mais uma possível coligação PSD/CDS “(2) quando o PDS tem tradicionalmente melhores resultados quando se apresenta por si.


António Venâncio

 

(1)      Venâncio,António in
http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/1r19964.html

(2)       http://elvas2050.blogspot.com/2009/02/autarquicas-2009.html

 

 

 


Tasca das amoreiras às 21:01
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Convite

Sei que aquilo que passo a escrever me vai custar um coro de impropérios e outras coisas tais. No entanto vou arriscar.

Quem me conhece sabe que nasci, fui criado, trabalhei e vivi toda a minha vida em Elvas.

Quem me conhece também sabe que nunca tive ambições algumas, a não ser no meu trabalho.

Quem me conhece sabe que nunca fui nem presidente nem director de nada, a não ser o de administrador aqui do meu prédio e foi à força e tão pouco usufrui de qualquer tacho ou benesses.  

Como tal, sinto-me à vontade para analisar o que se passa na minha cidade, de que muito gosto.

Isto tudo vem a propósito das eleições que se aproximam.

Assim, gostaria de convidar quem quiser, dar a sua opinião sobre o assunto.

Olhando para o passado, para o presente e para o futuro, gostaria de ouvir os comentadores dizerem de sua justiça e honestamente o que pensam da política local.

Eu por mim, já o fiz.

Vejamos o que se passou para trás e depois do 25A. Passaram pela câmara pessoas de todos os quadrantes políticos. Estiveram lá desde o saudoso Joaquim do “Príncipe”, e o Prof. João Franco Vale, os amigos Joaquim Ventura Trindade, Aníbal Franco e João Carpinteiro, e por último Rondão de Almeida.

Reflictamos um pouco para o que cada um fez de bem ou menos bem à cidade. Há uma coisa que penso ser comum a todos: é o amor que tiveram ou têm à nossa cidade. Penso que não haverá muitas dúvidas sobre isso.

E o que é que cada um deles podia ter feito mais ou diferente? E o que é que cada um deles poderia ter feito mais em função dos meios que tinha há sua disposição?

Bem, os primeiros presidentes pouco ou nada poderiam ter feito a mais, já que os meios que tinham eram muito escassos. O mesmo não se pode dizer em relação aos dois últimos. Tiveram fundos comunitários ao seu dispor que utilizaram (ou não) como bem entenderam. Ambos tiveram maiorias absolutas, e como tal não podem dizer que não fizeram mais ou diferente por culpa da oposição. Assim sendo como foi o “reinado” de cada um deles? Sem clubismos à mistura e de uma forma pragmática vamos lá ver o que cada um tem para dizer.

Eu por mim, já fiz a minha análise.

 

Jacinto César

 

 

Pós escrito

 

Pela enésima vez o maldito do meu cão partiu a torneira do bebedouro junto ao auditório no jardim. A tabuleta lá ao pé também foi para o chão. Não consigo fazer nada do animal.

 


Tasca das amoreiras às 22:32
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Siga o enterro

Era uma vez uma pequena aldeia, onde havia um dos seus habitantes que resistia heroicamente ao trabalho. Era censurado por todos os outros habitantes já que vivia somente de “expedientes”. Nessa época era normal, um exemplar deste tipo ser julgado e foi isso mesmo que aconteceu. Chamado um juiz de fora e reunida toda a população o nosso homem lá foi julgado e condenado. Fizeram-se todos os esforços para que mudasse de ideias, mas nada. Foi condenado à morte. O padre da aldeia que era uma pessoa de bem, resolveu proceder ao enterro do homem mesmo antes da execução não fosse o homem arrepender-se à última da hora. Meteram o malandro dentro do caixão e procedeu-se ao funeral. A meio do caminho do cemitério e onde seria executado, o padre mandou parar o funeral para fazer uma última tentativa. Mandou abrir o caixão e disse:

- Meu filho, tu já reparaste que toda a gente trabalha menos tu e isso é um crime muito grave? Ainda estamos a tempo de parar a excussão se tu prometeres que vais trabalhar, mesmo que seja pouco.

Responde o condenado depois de pensar um pouco:

- SIGA O ENTERRO!    

 

Esta história contava-a o meu pai quando eu era pequeno.

E porque me lembrei eu de tal conto? A propósito da reunião do Presidente da Câmara com os construtores civis que estão a executar obras no concelho. Pediu o presidente que as empresas representadas utilizassem uma percentagem de mão-de-obra elvense. Seria uma boa ideia não fosse dar-se o caso de haver por aí muito boa gente que anda à procura de um emprego e não de um trabalho. Penso que as empresas vão ter uma tarefa difícil pela frente.

Infelizmente na nossa terra e não só, algumas pessoas, mesmo não sabendo fazer nada sentem-se no direito de ter um bom emprego. Basta percorrer as obras que estão próximas de cada um de nós e ver quem é que lá trabalha. IMIGRANTES.

 

Jacinto César 

 


Tasca das amoreiras às 16:17
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

A estrada Vila Fernando-Elvas

Vinha eu pensando num outro tema para o post quando, casualmente, passei na estrada Vila Fernando-Elvas e resolvi:

- É hoje!...

Já há vários meses, não sei bem quantos, a referida estrada foi repavimentada e foi efectuada nova sinalização horizontal.

Passando frequentemente nessa estrada, tinha reparado, logo na altura, na clara divergência entre sinalização horizontal então efectuada e a sinalização vertical existente, mas confesso que, em principio, pensei que se tratava apenas do facto de os trabalhos ainda não estarem concluídos, e que brevemente, a sinalização vertical seria alterada para ficar de acordo com a horizontal então efectuada, que supus resultar de um estudo das condições de visibilidade da estrada, até porque, na maioria dos casos, me parece bem mais coerente do que a anterior, no entanto, o tempo foi passando e o que hoje verifico é que a situação se mentem, motivo que me leva a escrever este post.

Quais são então as divergências concretas que verifiquei:

1-     Existe pelo menos um ponto dessa estrada cuja sinalização vertical indica proibição de ultrapassar e a horizontal está sinalizada a tracejado.

2-     Há pontos onde termina a proibição de ultrapassar na sinalização vertical e na sinalização horizontal permanece o traço contínuo.

3-     Não há correspondência em vários pontos entre o início/fim de zonas de proibição de ultrapassagem e o início/fim do traço contínuo.

Sei que vão começar os comentários atirando as culpas para este ou para aquele, ou dizendo que esta estrada é da responsabilidade destes ou daqueles. Acho que esse aspecto é o menos importante, o que importa é que a situação possa ser corrigida, pois torna-se confusa e geradora de equívocos.

Vejamos apenas duas situações que podem acontecer:

Um condutor segue num ligeiro atrás de um camião, vê à sua direita um sinal de fim de proibição de ultrapassar, não vem ninguém de frente, inicia a ultrapassagem, de seguida é mandado parar pela autoridade e é-lhe apreendida a carta de condução por ter pisado o traço contínuo.

Outro condutor em situação idêntica mas num outro ponto, verifica que a sinalização horizontal é traço descontínuo em muitos metros à sua frente, não vê, porque o camião o esconde, um sinal de proibição de ultrapassar que está nesse momento à direita do camião, inicia a ultrapassagem, lá vem a autoridade para o autuar por efectuar uma ultrapassagem num local proibido.

 Se se efectua um estudo para sinalização de uma estrada, por forma a reduzir a sinistralidade na mesma, então não é compreensível que dele resultem duas sinalizações diferentes, ou que se leve à prática o resultado desse estudo numa parte da sinalização, e se mantenha a antiga que com ela não é coerente.

 

António Vemâncio

 


Tasca das amoreiras às 20:00
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Sou bruxo!

No dia 12 de Agosto de 2007, escrevi aqui uma carta aberta à posição. Vou transcrevê-la na integra. Farei o meu comentário no final.

 

Carta aberta a... Oposição

Caros amigos opositores ao actual regime camarário

Antes de mais gostaria aqui e agora de confessar a minha preferência política: desde os tempos imediatamente posteriores ao 25A e da minha segunda passagem por Coimbra, talvez por reacção ao chamado gonçalvismo ou por influências de amigos, os meus olhos sempre estiveram virados para a direita e mais concretamente para o antigo CDS onde fiz muitos amigos. Se foi uma opção boa ou má não sei, mas foi a que tomei face aos acontecimentos da altura e à qual me mantive fiel até hoje com a excepção de dois momentos, dos quais já falarei.

Estou-vos a escrever porque sinceramente de há um par de anos para cá se existem, eu não os vejo, e não só eu como muita gente!

É voz corrente que o “terrorismo” só se combate com o “terrorismo”! Nada mais errado. O “terrorismo” combate-se com inteligência. E que faz a oposição em Elvas? Usa os mesmos métodos dos que estão no poder: a violência verbal, a guerrilha constante, o boato, a maledicência, a calúnia, os ataques pessoais, etc.. Ao fim e ao cabo passa-se aqui o que se passa a nível nacional.

Nunca fui político nem tão pouco tenho jeito para tal, no entanto como cidadão posso-me dar ao luxo de analisar os acontecimentos e poder comentá-los! É um direito que me assiste.

Recuemos no tempo.

1-Eleições em que o candidato da oposição foi o meu AMIGO José Kusky . Este meu amigo é do tipo de pessoa boa por natureza. Penso ser daquele tipo de pessoas em que é difícil encontrar-lhe um defeito. Amigo do seu amigo e amigo de todos. Ás vezes amigo até de quem não devia ser. Mas enfim, ele é assim e nada há a fazer. Quando foi escolhido para tal tarefa bastantes vezes conversei com ele sobre o assunto e sempre lhe disse o mesmo: tu está s a ser empurrado para uma luta que ninguém quer travar e quem vai sair magoado vais ser tu. Na minha opinião foi autenticamente atirado às feras e o desastre foi total. Ele sabe que estou a dizer a verdade. Para que conste, continuamos amigos.

2-Eleições em que o candidato da oposição foi o meu AMIGO José Carlos Fonseca. Tudo o que referi atrás em relação ao José Kusky se aplica ao José Carlos. Operações políticas tiradas a papel químico. O desastre foi novamente total. Para que conste continuamos amigos.

E porque é que aconteceram estes desastres? Pelos mesmos motivos que se irão repetir nas próximas eleições! Seja o candidato A ou B a estratégia ir á ser a mesma ou seja a do bota abaixo. Assim não!

Mas será que os aparelhos políticos pensam que o “povo” é tonto? Mas será que os ditos senhores não andam de olhos abertos e vêm o que se passa? Não senhor, bota abaixo! E depois aí vem o fado da desgraçadinha novamente cantado por outras vozes e noutro tom, mas pertencentes à mesma “companhia”.

Falemos claro e sem medos.

Mas será que o actual presidente só tem feito asneiras? Pela conversa da oposição sim, mas aos olhos dos cidadãos não!

Mas será que o actual presidente quer tão mal à sua terra que não a queira ajudar da melhor maneira que sabe e que pode? Para a oposição sim, mas para os cidadãos não!

Tem feito obras polémicas? Sim senhor, mas como é que se podem comparar gostos e opções? Salvo as devidas proporções todos devem conhecer a polémica construção do Templo da Sagrada Família em Barcelona. Pois é, na altura foi um escândalo. Hoje toda a gente a admira. E o Centro Cultural de Belém? Lembram-se como foi? Poderia citar mil exemplos. Todos dizem mal de tudo mas não dizem como se poderia fazer melhor.

Com toda esta minha conversa haverá por aí muita cabecinha a pensar que eu sou mais um dos vendidos ao poder. Nada mais errado. Haja alguém que me aponte algo nesse sentido. Agora que tenho que dizer bem do que para mim foi bem feito é de toda a justiça que o faça. Que se tê feito coisas erradas, para mim, também é uma verdade, mas essas guardo-as para outro destinatário.

E por falar em vendidos, as oposições não deveriam falar tanto pois têm telhados de vidro e os efeitos de algumas “trovoadas” estão bem à vista de todos. E quanto a isto é melhor não falarmos mais.

Disse ao princípio que fui infiel duas vezes ao partido da minha simpatia. Pois bem, foram precisamente nestas duas eleições. Mas que escolha tinha eu? Eram as listas e os programas de acção alternativas credíveis? Não! E o que eu pensei, pensaram milhares de pessoas. Não nos restava mais nenhuma opção senão votar no actual presidente. Sinto-me mal por isso? Não! Estou arrependido? Não! Voltaria a fazer o mesmo? Sim! E nas próximas como vai ser? Bem, se as coisas se mantiverem como até aqui que poderemos nós fazer? Entregar a Câmara a um grupo que faria o mesmo ou pior em acções negativas? Haja o bom senso de escolher as pessoas certas para os lugares certos, honestas e com coragem de fazer "sangue" onde tiver que ser feito e doa a quem doer. Haja o com senso de se fazer um programa credível, objectivo e calendarizado para que todos saibamos para onde vamos. Haja o bom senso de evitar aqueles chavões políticos subjectivos que dão para fazer tudo ou tudo deixar na mesma. Haja o bom senso de escolher pessoas competentes independentemente da sua filiação ou cor partidária. Haja o bom senso de manter as pessoas que são competentes, porque estas serão sempre leais para o seu trabalho independentemente do "patrão" para quem trabalham. E finalmente a promessa solene e pública que jamais haverá lugares para os amigos, para os familiares, etc. Nestas condições têm o meu voto garantido e possivelmente o de muita gente.

Caros amigos a candidatos á alternativa: mudem de estratégia senão desta vez são cilindrados.

Antes de escrever estas linhas já tinha escrito pessoalmente ao Tiago Abreu que teve a amabilidade de me responder e dar razão nalguns dos reparos que lhe fiz e que repeti aqui hoje. Falei também sobre o assunto pessoalmente com o actual dirigente do PSD, de quem sou amigo também.

Como o povo diz, quem me avisa meu amigo é!

 

Passados que vão quase dois anos, e ao reler o texto, penso que nada mudou desde então. Quem está no poder continua como estava e a oposição continua a malhar nestes no mesmo tom e da mesma forma.

 

 

Como podia ser tudo tão diferente se houvesse mais bom senso.

Como referia então na carta, sempre me considerei uma pessoa a quem faltava o jeito e a propensão para ser político. No entanto não é esse facto que me inibe de analisar os acontecimentos com distanciamento e independência e o que verifico é que continua a existir uma fome tremenda pelo poder, como se disso dependesse a felicidade de quem o tem e dos candidatos a tê-lo. Mais, penso que a ânsia pelo poder é como uma droga, a qual tira a lucidez. Nunca se podem esquecer é da felicidade dos outros (leia-se cidadãos).

Julgo que a chamada de atenção que fiz à época era razoável. Agora já é tarde.

 

Jacinto César      

 

 


Tasca das amoreiras às 19:39
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Filhos e enteados

Este nosso querido governo é pródigo em atitudes quem nem lembram ao diabo.

Todos se devem lembrar do convite que fez aos professores reformados para que numa missão de boa vontade e em regime de voluntariado voltassem à escola para entreter os alunos em actividades extra curriculares. A minha opinião em relação ao assunto reservo-a para mim, no entanto admito que cada um em consciência faça o que bem entender, mesmo tendo sido maltratado nestes últimos anos como nenhuma classe o foi.

O mesmo governo vem agora também a fazer o mesmo apelo aos médicos reformados. Até aqui tudo bem, no entanto, estes, seriam pagos pelas horas que fizessem. Mas aonde é que está a moralidade disto tudo? Nunca fui, nem sou invejoso. Cada um é aquilo que é por mérito próprio. Não há que estar a olhar para o lado a tentar saber quem tem mais ou ganha mais. Mas se não sofro desse mal, há uma coisa que não gosto de ser de modo algum e em quaisquer circunstâncias: DISCRIMINADO.

Não sou reformado, mas se o fosse, neste momento estaria de certeza a fazer um grande manguito ao nosso 1º Ministro.

 

Nota – No meu escrito de ontem e que se referia aos cães no jardim, apareceram com não podia deixar de ser prosas de uma qualidade literária e de uma elevada moralidade. Com cidadãos destes a expressarem-se desta maneira, vamos longe. E o pior é que ainda por cima vão fazer queixinhas a outro blog de que não são aqui publicadas tais peças, o que não corresponde de todo em todo à verdade. Mas ainda pior do que isso é o “outro” blog aceitar a queixas como de uma verdade se tratasse. Ao menos que verificasse se tal queixa corresponde à verdade que é o que eu faço quando aqui se vêm queixar desse blog fazer isso. É muito feio.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 18:07
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Os cães e o jardim

Exmo. Senhor Vereador dos jardins

 

Não é meu hábito trazer aqui problemas que me afectem somente a mim. Esses, resolvo eu. E digo isto porque quando começar a ler este escrito pensará que é um problema que só a mim diz respeito. Mas não.

V. Exas. foram muito vanguardista ao impor a proibição de cães no jardim. Medida sem dúvida de uma profundidade tremenda. Mas o que é que esses quadrúpedes têm que frequentar um espaço destinado fundamentalmente para pessoas. Obviamente que não. Mas onde é que já se viu um cão ir fazer as suas “necessidades” a um jardim? É um luxo. Eles se quiserem que o façam na rua como os cães vadios. Acho muito bem que se decrete tal posição. Pelo menos não somos como aquela cidade terceiromundista de Nova Iorque onde em pleno Central Park os americanos construíram pequenas caixas de areia para os bichinhos poderem fazer o presente. Mais, são tão tontos que até colocaram no meio da caixa um pau para os ditos alçarem a pata. Pobres atrasados.

Razão tenho eu quando digo mal dos ingleses. Não é que em pleno Hyde Park, os lambe botas dos americanos se lembraram de fazer o mesmo? Cambada de atrasados.

Falando agora mais a sério, Sr. Vereador, onde é que já se viu tal medida? Ontem dei-me ao trabalho de procurar na Net regulamentos de jardins municipais de outras localidades portugueses. Não posso garantir que não haja algum regulamento igual ao do Jardim Municipal de Elvas, mas dos que li e foram uns quantos em nenhum era proibido passear com os cães, desde que fossem portadores de trela ou ançaime. Mas em Elvas é diferente, fomentamos as “cagadelas” nas ruas e passeios. Muito mais higiénico. Sr. Vereador, não acha que tal medida é desadequada, quando é sabido que há muita gente que tem cães e não têm quintal onde os bichos possam fazer as necessidades? Não seria uma medida bem vinda a construção de umas quantas caixas de areia? Mas não. Num jardim que é frequentado por muitos “animais de duas patas” que produzem os mais variados actos de vandalismo (é só dar uma volta e ver o que por lá se passa), não senhor, os cães é que são os inimigos a abater.

Por favor, revejam a situação, pois há muita gente afectada por tal medida, a não ser que sejam como eu que não a cumpro, tal como os horários de abertura e de fecho do jardim não são cumpridos.

 

Jacinto César   

   

 


Tasca das amoreiras às 22:32
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Veja quanto tempo falta para as 5 da tarde

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JacintoSó agora tive oportunidade de lhe vir dizer...
VERGONHA? MAS ESSAS DUAS ALMAS PERDIDAS RONDÃO E E...
Uma cartita. Uma cartinha. Uma carta.Assim anda en...
Os piores lambe-botas são os partidos de Esquerda ...
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