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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

O polvo

Cada vez mais sinto um desiludido da política em Portugal. Não porque seja político, mas porque sou cidadão. Perdi por completo a fé naqueles que nos governam. E quando falo em quem nos governa, estou a referir-me aos actuais, aos anteriores e aqueles que virão a seguir. Tenho que reconhecer que da esquerda à direita já não há políticos sérios. A corrupção, os compadrios e as amizades por conveniência, cortam transversalmente todos os partidos políticos e a sociedade em geral. É um polvo gigante que estende os seus tentáculos a todo o lado. Basta ir seguindo com atenção as notícias do dia-a-dia (em letra pequena, claro) para nos apercebermos como as coisas andam. São ministros que nomeiam administrações de empresas públicas, que por sua vez os acolhem quando saem do governo. São filhos de importantes figuras do estado que são nomeados para cargos de relevo assim que acabam o seu curso. São ex-dirigentes políticos que só não foram formalmente acusados de crimes graves por pressão de figurões e que agora estão colocados em organizações internacionais ou colocados em empresas portuguesas a operar no estrangeiro. Há de tudo um pouco.

Se até há uns anos atrás as fraudes com o Fundo Social Europeu serviram para enriquecer meio mundo (políticos, sindicatos e apêndices), hoje a técnica é diferente.

Gostaria que alguém me explicasse os 1200 M€ (sim, leram bem, mil e duzentos milhões de euros) que estão no OGE na rubrica “Estudos e pareceres”. Para onde vai parar este dinheiro? Quem é que faz os Estudos? Quem é que dá os parecerem? Para que servem esses estudos e pareceres? Presumo que já tenham adivinhado.

Os partidos vão-se alternando no poder, dizem cobras e lagartos uns dos outros, mas tudo continua na mesma e com tendência para piorar.

O que me preocupa é o sentimento de impotência para por fim a este estado de coisas. Penso que só chamando o inspector Corrado Cattani!

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 19:36
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Erro de contas!...

Na comissão parlamentar de saúde, o ministro Correia de Campos, negou a justeza dos números e da análise apresentada pelo Tribunal de contas, relativamente ao desempenho dos Hospitais de gestão privada.
Sendo a Matemática uma ciência exacta, ficaria povo na dúvida acerca de quem tinha errado as contas, não fora a "indiscutível e indesmentível" competência deste governo e seus correligionário em matéria de números.
Recordemos que, logo no início do mandato, “corrigiu com eficiência” o déficit orçamental do ano anterior, justificando deste modo os sacrifícios que vem impondo ao povo português.
Saliente-se a” autoridade”, com que sempre tem “avalizado”, os dados provenientes, Banco de Portugal que aconselham a manutenção do actual nível de impostos e a contenção salarial. Refira-se ainda a “firmeza” com que sempre tem desmentido, todos os dados que, com as mais diversas proveniências, quer nacionais quer internacionais, evidenciam algum mau desempenho da evolução nas últimos dois anos, da nossa economia, das finanças públicas, da educação, da saúde, do desemprego, dos índices de desenvolvimento humano,... os quais apenas se devem a um desconhecimento dos dados reais, a diferenças de opinião ou a má fé, conforme a proveniência desses dados!...
Não nos restam pois quaisquer dúvidas:
 
O Dr. Correia de Campos tem certamente razão!.....
O erro só pode ser do Tribunal de Contas!...
 
António Venâncio

Tasca das amoreiras às 15:43
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Ideologia ou demagogia?...

 "O PS governa à esquerda e de acordo com as possibilidades que tem de governar à esquerda".
 (Canas, Vitalino; http://dn.sapo.pt/2007/11/26/nacional/ps_promete_mais_esquerda_a_medida_a_.html )
 
Publicada no passado dia vinte e seis no corrente mês, a reacção do PS através do seu porta-voz, ás declarações do Dr. Mário Soares, vem por uma vez admitir toda a fragilidade dos “ideais de esquerda”, quando se trata de governar.
Uma ideologia política só faz sentido se tiver aplicabilidade na governação, permitindo, quaisquer que sejam as circunstâncias, percorrer o caminho da melhoria das condições de vida das populações e do desenvolvimento do país. Uma ideologia que só pode ser aplicada se para isso houver “possibilidades”, não tem condições para resolver os problemas do país, limita-se a esperar (na sombra) que outras ideologias os resolvam, para surgir à luz do dia apenas em tempos de vacas gordas, não é uma solução de governação. Esta afirmação é, no fundo, a confirmação de algo toda a gente sabe, com muito dinheiro é fácil governar, e é até possível esbanjar, hipotecando o futuro.
No mesmo comentário, o Dr. Vitalino Canas, diz ainda “À medida que os problemas forem sendo ultrapassados, é claro que a dimensão à esquerda poderá ser mais visível isso virá com o tempo".Qual será este tempo?... Não será por ventura o período pré eleitoral?... Não "descobriremos" nessa altura que a crise passou "miraculosamente" e que, de um momento para o outro se podem aplicar medidas "de esquerda", que não passam de despesismo inconsequente, para satisfazer as clientelas eleitorais?...
Revela ainda, esta afirmação, um total desprezo pelas regras da economia, segundo as quais, as medidas a desenvolver pelos governos devem ser anti-cíclicas, isto é, medidas de emagrecimento do estado, contenção das despesas e reprogramação do financiamento do estado social, quando uma economia em crescimento, permite acomodar os custos destes processos, sem que o peso no bem estar social seja excessivo, e provoque um empobrecimento da população e uma descapitalização das pequenas empresas, disponibilizando desta forma meios a serem utilizados pelo estado, quer na dinamização da economia quer no apoio social, quando a crise o exige.
Em suma segundo Vitalino Canas a ideologia de esquerda revela-se incapaz de uma estratégia que seja determinante no caminho a trilhar, andando a reboque do ciclo económico, mantendo-se "adormecida" quando o ciclo é desfavorável, para aparecer em todo o seu esplendor despesista em tempo de vacas gordas, ou quando, em véspera de eleições se "decreta" o fim da crise
Temos pois uma ideologia, a acreditar nas suas palavras, da qual não se pode esperar uma estratégia consequente de médio e longo prazo, pois só é aplicável aos bons momentos da economia., e que terá de ser abandonada sempre que a conjuntura seja desfavorável.
Esse tipo de ideologia, no fundo.
 
 

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 14:21
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

Mais uma vez o PODER

Atente-se à notícia:
“A relatora das Nações Unidas para a Liberdade de Religião e Crença defendeu hoje em Luanda a reforma da legislação em vigor sobre esta matéria em Angola. Asma Jahangir justificou esta posição com as várias irregularidades que detectou durante a visita de uma semana que está a terminar a Angola, que, disse, atentam contra a liberdade de religião e crença no país.”
A simpatia ou antipatia que nutro por Angola é a mesma que tenho em relação a qualquer outro país que vive numa “espécie” de democracia, para já não falar nas ditaduras (mesmo que democráticas). Estou a referir-me a esta notícia pelo facto de que, até a ONU bate nos mais fracos. Acredito piamente que a liberdade religiosa em Angola não seja exemplar, já que as liberdades mais primárias também não o são. Mas já agora gostava também de saber se a ONU se comporta da mesma maneira em relação à China ou ao Irão. Estou mesmo a ver uma igreja católica plantada ao lado de uma mesquita em Teerão! Estou mesmo a ver uma mesquita implantada em plena Praça de Tianamen em Pequim!
Num mundo cada vez mais radical e intolerante estes senhores das Nações Unidas não têm mais nada que fazer senão preocuparem-se porque em Angola só se considera religião a “organização” que tenha mais de cem mil fiéis? É perfeitamente ridículo.
Quando há uns dias atrás escrevi aqui sobre o incidente entre o rei de Espanha e o presidente da Venezuela, não me estava a referir concretamente às pessoas "Juan Carlos" e "Hugo Chavéz" . O sentido do que escrevi era fundamentalmente sobre as relações de PODER! O poder dos mais fortes sobre os mais fracos e sobretudo sobre os poderes invisíveis (eu não os vejo, mas lá que os sinto, sinto). Não é que este e outros episódios me sejam indiferentes, mas não passam disso mesmo, de episódios. O que me preocupa é o que se passa nos bastidores e que nós não ouvimos. A mim preocupam-me os grupos tipo Opus Dei e Maçonaria ou mais recentemente os grupos tipo Bilderberg. Aí sim está o poder discricionário e absoluto. O resto são cantigas.
Jacinto César
 

Tasca das amoreiras às 00:15
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

E nós?

Segundo o Ministério das Finanças, o aumento médio dos salários em Portugal em 2008 será de 3,5%. Prevendo-se uma inflação de 2,1%, logo haverá um ganho real de 1,4%. Até aqui o discurso ainda agrada.

Sabendo-se como se sabe que a Função Pública vai ser aumentada 2,1% (como tal 0,0% de ganho, se acertarem na inflação o que seria inédito nesta década), que a grande maioria dos portugueses ganha o salário mínimo nacional ou pouco mais e leva com o mesmo aumento, pergunto então: quem é que neste país vai ser aumentado de tal forma para que a média seja de 3,5%? Bem, aqui o discurso já não cheira bem!

Será que são os mesmos de sempre, ou sou eu que estou a fazer mal as contas? Ou não será a velha história de um se “empanturrar” com um frango inteiro e o outro não comer nada? Em média, ambos comem meio frango!

Há grandes mistérios!

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 23:15
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Domingo, 25 de Novembro de 2007

Vergonha

Sim, vergonha é o que eu sinto! E porquê?

Como todas as noites faço e antes de me deitar levo o cão à rua fazer o último “chi chi” do dia. Qual não é o meu espanto quando dou de caras com “cidadãos portugueses” a revirar o conteúdo dos contentores do lixo. Eu nem queria acreditar (se calhar tenho andado distraído)! Uma cena que pensava eu só ser possível nos países do 3º mundo. Aqui em Portugal e em pleno século vinte e um acontece uma coisa destas! Mas aonde chegámos nós? Mas que país é este que deixa chegar a este ponto as pessoas?

Desculpem! Não escrevo mais nada. Estou envergonhado!

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:18
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Políticos

Eu cá se mandasse na feitura dos dicionários de língua portuguesa, definiria polítticu da seguinte maneira:

Polítticu, subs. masc. fem.,adj: aldrabão, corrupto, sem vergonha, vendedor de banha da cobra, fala barato, proxeneta, vira casacas, arrogante, feijão frade, desonesto, desumano, vaidoso, oportunista, mentiroso, mafioso, … .

Ufa, desabafei!

Quem concordou com o que disse, engana-se.

Lembram-se por acaso dum senhor chamado Oliveira Salazar? Com todos os defeitos que tinha e que são por demais sabidos, alguém lhe pode apontar o dedo e colocar-lhe algum dos adjectivos acima enumerados? Apontar um dedo a um Homem que nasceu pobre e pobre morreu? A um Homem que manteve uma linha de rumo de princípio ao fim da vida?

Lembram-se de certeza de um Homem de seu nome Álvaro Cunhal? Por muito que se esteja em desacordo com as suas ideias políticas, alguém tem a coragem de o apelidar com algum dos epítetos acima referidos? Alguém o viu alguma vez dar o dito por não dito e alterar o seu pensamento?

Afinal ainda os há (ou houve?)!

O primeiro foi sempre poder. O segundo, sempre oposição.

Comparemos estes com os actuais. Começando pela Assembleia da República, dá dó ver aquela gente a arrastar-se pelos “passos perdidos” e a coçar o fundilho das calças pelas cadeiras do hemiciclo. Como é possível que dois terços dos senhores deputados, todos os dias (não devo estar a fazer bem as contas) e durante quatro longos anos permanecerem mudos? Grande sacrifício fazem em nome da Nação! E então os mártires que por lá se arrastam duas e mais legislaturas? Bem, esses só canonizados. Vá lá que o Senhor Presidente que até é boa pessoa, os vai deixando ler “A Bola” e o “Jornal do Crime” ou então lá teria que fazer mais uma despesa e substituir as cadeiras por camas. Estão a ver o filme: eles de pijama e elas de camisa de dormir. E se algum deles um dia resolver falar e dizer de sua justiça? Haveria de certeza algum alarve a gritar “ porque não te calas”! E são aquelas as cabecinhas que representam o povo. Estamos tramados!

Olhemos agora para o governo. Já repararam bem para o Sr. Ministro da Economia? E para o Sr. Ministro das Obras Públicas? E para a querida Sra. Ministra da Educação? São alguns dos cromos que me faltam para completar a minha infindável “caderneta”. Mais não digo mais desta “categoria profissional” não vá vir por aí algum processo. No entanto sempre acrescento que fazem grandes sacrifícios em comer umas jantaradas atrás de outras. Bolas, até comer lagosta farta. Quantos deles estarão cheios de inveja pelas feijoadas que nós comemos! E uma açordinha alentejana? Já viram que até lhes escorre a baba pelo canto da boca? Este povo é um ingrato.

E como os últimos por vezes são os primeiros, não gostaria de dar aqui um elogio especial aos nossos autarcas. Grande rapaziada! São uns compinchas do melhor. Armam-se em grandes senhores, iluminados, sabedores do ofício, mas é só para inglês ver! No fundo até são boas pessoas! Não me venham com a lamúria de que a Fátinha tem aqueles defeitos todos, pois é uma rapariguinha 5 estrelas. E o Isaltino? Que injustos são ao chamarem-lhe o que chamam! É um amigão do peito e muito boa pessoa! E as calúnias que uns boateiros levantaram ao nosso querido Major! Injustiça tremenda. E o nosso amigo Avelino? E o portista Gomes? Ex autarca, ex-ministro, ex-deputado, ex-administrador. Como se pode exigir mais a um português? O povo é ingrato em relação aos nossos governantes. Não posso nomear mais, senão nunca mais acabava.

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:23
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

A grande burla

Como aliviar o orçamento e levar pequenas empresas à falência
 
Segundo a legislação vigente, o estado só efectua pagamentos a fornecedores, depois de estes apresentarem uma declaração de não dívida ao fisco e à segurança social.
Não ponho aqui em causa que se usem todos os meios para cobrar os impostos em dívida, até porque é da mais elementar justiça que o cumpridor não sai prejudicado relativamente ao faltoso, como aliás já aconteceu com os vários perdões fiscais (as leis Mateus e outras que tais) mas, e infelizmente no nosso país há sempre um mas, aquilo que aparentemente parece justo, torna-se, nalguns casos, terrivelmente injusto e penalizador.
É que a lei em questão peca pela falta de reciprocidade, e origina situações perfeitamente insustentáveis.
Suponhamos um pequeno empresário, cuja maioria dos serviços são prestados ao Estado, termina um serviço, factura-o, e no final do trimestre paga o respectivo IVA, contínua a prestar serviços ao estado e com o atraso nos pagamentos, chega ao final do trimestre seguinte e ainda não cobrou nenhum dos serviços nem o do primeiro trimestre nem os do segundo. Para continuar a garantir os fornecimentos ao estado tem que pagar salários aos trabalhadores e tem que continuar a comprar matéria prima. Não chegando o fundo de maneio(nem o crédito bancário) para tudo, não consegue pagar o IVA.
Quando finalmente, ao fim de sete ou oito meses, o Estado lhe comunica que se encontra a pagamento o primeiro trabalho efectuado, pede-lhe, para que seja possível efectuar o pagamento, a declaração de não dívida, que ele não pode apresentar, visto que não pagou o IVA que aliás o Estado lhe deve, porque, de acordo com a lei o IVA é suportado pelo consumidor final, actuando os restantes agentes como meros intermediários na cobrança. Não recebe portanto a factura, devido a uma dívida que na realidade não é dele mas do próprio Estado. Como se isso não bastasse, com a celeridade das penhoras electrónicas, rapidamente o fisco vem ressarcir-se nos bens que possa ter do IVA em falta.
Conclusão o Estado, não só obtém o serviço sem o pagar com ainda vai, através da penhora, buscar o IVA correspondente a esse serviço.
Para o Estado é um meio eficiente de reduzir o déficit orçamental, quer pelo lado da despesa, que reduz, quer pelo lado da receita que finalmente caba por cobrar. Esta  operação com lucro de cento e vinte um por cento, é no entanto um meio de aumentar o desemprego, pois para uma pequena empresa, sem fundo de maneio que possa suportar os longos meses(quantas vezes anos), que o Estado demora a pagar as suas contas, este é certamente um caminho para a falência.
Num país onde o Estado é um tão mau pagador, uma lei deste tipo, ou tem reciprocidade, isto é ou permite também àqueles a quem o Estado deve que retenham os impostos até ao valor da dívida, ou torna-se numa terminada burla.
No caso do nosso país o que o estado fez foi transformar em lei a velha máxima do caloteiro “As dívidas novas deixam-se fazer velhas... as velhas não se pagam”
 
António Venâncio

Tasca das amoreiras às 14:00
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

Por qué no te callas? (Segunda parte)

Mas não é que o raio da frase não me sai da cabeça?

Seja por uns motivos ou outros, todos nós, algumas vezes na vida a ouvimos. “Antigamente” era frequente ouvir-se, por tudo e por nada e onde quer que fosse! Era o calar-se por medo. Vieram os “cravos” e se por acaso piscássemos mais o olho à direita lá tínhamos nós que falar baixo! Aqui o medo provinha dos antípodas do “antigamente”. E nós calados. Passámos uns anitos em que se foi do 8 para o 80. Aí foi o regabofe total. E não é que passados mais uns anos, quando ingenuamente pensei que caminhávamos para o equilíbrio, nos começaram a mandar calar novamente? Arre que é demais! Dizes mal do primeiro-ministro e toma lá, porque devias estar calado! Dizes por aí umas verdades incómodas e toma lá que já almoçaste. Lá voltamos nós à conversa do “poder”. Mais uma vez relembro a sabedoria popular: quem pode manda, quem manda pode. Nem mais.

Se um Chavez me incomoda, o calar-me, incomoda-me muito mais. Começo a entendê-lo! Levamos nós uma vida a calar e calar sem nunca podermos desfazer o nó que nos vai na garganta? E aquele aperto no peito por não podermos dizer aquilo que nos vai cá dentro?

Passamos o dia inteiro a ouvir as pessoas queixarem-se! Vem o governo que tira a uns e dá a outros (não, não são Robins dos Bosques). Promete que é branco e sai preto! Diz à esquerda e vira à direita! Vem um põe, para vir outro de seguida tirar. E nós? Calados.

Acho que está na hora de dizer basta! Penso que está na hora se sermos nós mandar calar aqueles que sempre tiveram o poder de nos mandar calar!

Olha Chavez, és uma grande besta, mas mesmo assim venham de lá mais cinco!

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:31
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Por qué no te callas?

Passado que foi uma semana de esta frase ter sido dita e depois de ouvir argumentos pró e contra, deveria sentir-me esclarecido! Mas não. Sinto-me cada vez mais confuso.

A primeira reacção foi colocar-me de imediato a favor “del Rey”. Incondicionalmente! Meditei e digeri os acontecimentos e pensei que afinal o monarca não agiu da melhor maneira. Voltei a pensar, dei de novo as cartas, e aqui estou eu cheio de dúvidas, ou seja, o que aparentemente era muito simples, tornou-se em mim numa grande dúvida.

Vejamos as mesmas palavras ditas noutro contexto. Por exemplo numa sala de aulas. Porventura esta será das frases mais ditas durante uma aula. A frequência será tanto maior quanto menores forem os alunos. Quem é que não perdeu já a cabeça até com os próprios filhos? Presumo que ninguém e acredito que com razão, pois a pequenada tem o condão de por vezes nos dar a volta ao “miolo”. Penso que tudo de acordo. E se o professor disser qualquer “inconveniência” e um aluno o manda calar? Bem, aí temos o caldo entornado!

E aonde quero eu chegar? É que quem manda calar outro, normalmente ou é ou sente-se superior. Pela força da razão ou pela razão da força!

Qualquer relação entre duas pessoas “ditas” educadas e civilizadas pressupõe um respeito mútuo. Mas na realidade as coisas não se processam assim, e há sempre uma a querer dominar a outra seja da forma que for. Pela força física, psicologicamente, economicamente ou outra qualquer. Está mal, mas infelizmente é assim. São as hierarquias!

Voltemos então ao princípio.

É uma verdade indiscutível que o “cowboy” sul-americano não teve a compostura que é exigida a um chefe de estado. A atitude é de alguém sem princípios e mais própria de um guardador de gado (sem ofensas para estes, claro está).

E a atitude do rei? Será que foi a melhor? Ou será uma atitude paternalista duma Espanha poderosa a impor-se a “um filho” rebelde? Será que uma pessoa inteligente (que quero acreditar que o é) pode dizer uma coisa destas a outra? Ou será que quem tem o poder obrigatoriamente tem que ter a razão moral?

Já ouvi muita coisa sobre o assunto, sendo que a grande maioria se colocou a favor do rei espanhol. Os argumentos são habituais. O “homem” é um ditador, um tirano, um déspota e outros adjectivos mais. De acordo! O “homem” não é flor que se cheire.

Mas pergunto eu: e se o interlocutor fosse, não o presidente da Venezuela mas o presidente chinês? Será que a dita frase teria sido proferida? Ou será que o presidente chinês não é um ditador, um tirano, um déspota e coisas piores?

Então em que ficamos? Será que foi dita por uma questão de princípios ou por uma questão de poder? Escolham!

Jacinto César      

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Tasca das amoreiras às 00:26
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